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Cultura

Myrian Beatriz, 30 anos de canto: A persistência de uma identidade em tempos de mudança

25/04/2026 23:00 3 min lectura 22 visualizações
Myrian Beatriz, 30 años de canto: La persistencia de una identidad en tiempos de cambio

Três décadas podem ser uma linha do tempo ou um mapa emocional. No caso de Myrian Beatriz Ruiz Morínigo, seus 30 anos de carreira não se explicam apenas como um acúmulo de palcos, viagens e reconhecimentos, mas como uma construção coerente de identidade artística em torno da música paraguaia e do chamamé, gênero do qual hoje é considerada uma das principais embaixadoras no país.

A comemoração deste aniversário convida a uma leitura mais profunda: Como se sustenta uma voz no tempo sem se diluir nas transformações da indústria musical? Como se preserva uma raiz sem ficar ancorada na nostalgia? Na trajetória de Myrian Beatriz aparecem algumas respostas possíveis.

Quando olha para trás, a artista não recorre a grandes palcos nem a marcos internacionais como primeira imagem. Sua memória se organiza a partir do íntimo: Seu pai, sua comunidade, sua infância em Horqueta.

"Vem à minha mente a imagem do meu pai, que me acompanhou desde os seis anos", lembra. Essa figura não apenas aparece como sustentáculo afetivo, mas como uma peça estrutural em sua formação, foi seu primeiro empresário, seu companheiro de palco e seu impulso inicial.

A cena é quase cinematográfica: Uma menina que precisa de uma cadeira para alcançar o microfone e cantar diante de sua comunidade. Essa imagem, longe de ser anedótica, contém uma chave de leitura de toda a sua carreira: A música como um ato coletivo, profundamente enraizado no local.

A passagem de Horqueta à profissionalização marca uma transição decisiva. Já em Assunção, sob a formação da professora Wilma Ferreira, sua incorporação ao grupo Mujeres que cantan la guarania a situa num espaço de legitimação artística.

Ali, cercada de referências que antes só via na mídia, consolida-se sua identidade musical. "Me chamavam de benjamim", conta, evidenciando não apenas sua juventude, mas também sua condição de herdeira de uma tradição.

Essa etapa não apenas a projeta em nível nacional, mas a leva ao exterior, inclusive a Taiwan, numa experiência que amplia seu horizonte cultural. Mais adiante, já como solista, seu percurso incluirá palcos no Canadá, Chile, Uruguai, Brasil e Argentina, com uma presença sustentada durante 15 anos na Fiesta Nacional del Chamamé de Corrientes, na Argentina.

Contudo, o chamativo em seu relato é a ausência...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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