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Paraguai

"Morreu pela pátria" resgata a memória de 5.100 soldados da Guerra do Chaco

03/05/2026 02:01 3 min lectura 49 visualizações
"Murió por la patria" rescata la memoria de 5.100 soldados de la Guerra del Chaco

Uma importante obra histórica resgata a memória de milhares de paraguaios que participaram da Guerra do Chaco, honrando o sacrifício de uma geração de jovens defensores da pátria.

O historiador Fabián Chamorro e o atual diretor do Registro do Estado Civil, Maximiliano Ayala, apresentaram esta semana o livro intitulado "Morreu pela pátria. Identidade e lembrança dos paraguaios que morreram servindo na guerra do Chaco".

A obra recopila dados de mais de 5.100 soldados falecidos durante a guerra, resgatando a memória daqueles que deram sua vida pela pátria. O material bibliográfico se apresenta como um ato de patriotismo e gratidão com esses heróis, em sua maioria jovens entre 17 e 25 anos que defenderam o solo chaqueño.

Um trabalho de investigação de uma década

A investigação começou no ano de 2016 e levou quase 10 anos de trabalho minucioso, revisando atas de óbito que guarda o Registro Civil das pessoas e registros históricos como os obituários. Para isso recorreram às hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Congresso Nacional, assim como testemunhos de familiares que facilitaram documentos como cartas.

Histórias de vida e sacrifício

Os autores destacaram que o livro documenta não só os nomes, mas as histórias de milhares de paraguaios que defenderam a soberania nacional. Tanto Ayala como Chamorro coincidiram em assinalar que este trabalho busca ser mais que um registro estatístico, procurando resgatar as histórias de homens que em sua maioria não deixaram descendência e que com o tempo ficaram no esquecimento.

"Este é um ato de patriotismo por sobre todas as coisas, uma homenagem a quem deu a vida pela pátria na guerra do Chaco. Devolver a dignidade que o esquecimento lhes arrebatou. Cada um desses nomes representa uma vida que amou, trabalhou e sonhou; uma história truncada mas não apagada"

expressou Maximiliano Ayala.

Recuperando a memória histórica

Por sua parte, Chamorro indicou que o livro surgiu com a ideia de recuperar os nomes dos paraguaios que morreram durante a conflagração chaqueña. Além disso, buscam conseguir ter números mais exatos com respeito à quantidade de baixas que teve o Paraguai durante a guerra.

O historiador explicou que sempre existiu dificuldade para obter esses dados devido a arquivos dispersos ou incompletos.

"Recopilar é fazer justiça, em especial com estes mais de 5.000 homens que deram suas vidas pela pátria. Creio que não há ideal mais sublime que dar a vida para manter a soberania e a liberdade de nosso país"

expressou Chamorro.

Um legado para as futuras gerações

O historiador explicou que o contato com familiares destes mais de 5.000 nomes foi limitado, justamente porque ao tratar-se de pessoas muito jovens que morreram em combate, a grande maioria não deixou descendência.

Esta obra representa um valioso aporte à preservação da memória histórica nacional, rendendo homenagem a quem ofertou suas vidas em defesa do território paraguaio e contribuindo ao conhecimento de um dos capítulos mais importantes da história pátria.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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