Moradores se manifestam em Ypacaraí para exigir respostas após acidente em Pedrozo
Com velas acesas, camisetas da Albirroja e muito sofrimento e impotência, um grupo de pessoas se congregou na tarde desta terça-feira no quilômetro 48 na rota PY02, da companhia Pedrozo de Ypacaraí, Departamento Central, para exigir a remoção do semáforo, onde no sábado passado ocorreu um acidente que deixou seis vítimas fatais.
Uma das manifestantes afirmou que nunca foram levados a sério e nunca acreditaram que a rota era perigosa. Mencionou que em todas as ocasiões foram "mais arquitetos e mais engenheiros sem estudar".
"Lhes explicamos e mesmo assim não foi suficiente porque continuamos no mesmo. A cada vez mais vidas que perdemos em nossa querida comunidade, pessoas estranhas a nós, mas como se fossem nossas, são nossos concidadãos, são famílias, dói na alma e no coração tudo o que estamos vivendo", expressou.
A ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, anunciou esta terça-feira à rádio Monumental 1080 AM que ordenou remover o semáforo do cruzamento da companhia Pedrozo.
A ministra também afirmou que a "solução definitiva" será o cruzamento desnivelado cuja obra está em pleno andamento.
A secretária de Estado informou que uma vez terminadas algumas obras das faixas de entrada, os semáforos serão removidos. "Espero que em 10 dias estejam removidos esses semáforos, terminadas as faixas de entrada", explicou.
O acidente que ocorreu no sábado passado deixou seis falecidos: os quatro integrantes de uma família, Fátima Silva, Marcelo Ávalos e seus dois filhos, cujos corpos foram resgatados carbonizados; a quinta vítima é María Concepción Domínguez Fernández, de 58 anos, que se encontrava como acompanhante no automóvel Renault Mégane II conduzido por Virginio Sánchez Gotia, que se torna a sexta vítima fatal.
Em seu relato à Polícia, o condutor do caminhão Víctor Raúl Delacruz apontou um defeito nos freios, do qual se deu conta depois da rampa de frenagem localizada no quilômetro 48 como alternativa segura ante falhas mecânicas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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