Mobilização de médicos: Policiais impedem que profissionais cheguem à casa de Horacio Cartes
Os médicos chegaram até a avenida Espanha e Sacramento de Assunção, nas imediações da casa do ex-presidente Horacio Cartes, atual titular do Partido Colorado.
Os profissionais de saúde mencionam Cartes como o padrinho do presidente da República, Santiago Peña, e quem tem a autoridade para outorgar aos médicos o reajuste.
Um dos médicos apontou que atrás de cada médico há anos de estudos, noites sem dormir e plantões noturnos.
Manifestou também que tanto os profissionais de saúde quanto os docentes contribuem com grande valor ao país, enquanto hoje um jovem já não quer estudar Medicina, porque prefere fazer um vídeo no TikTok. "Hoje o Governo tem que voltar a reivindicar o valor dos médicos", garantiu.
Apontou que desconhece a situação exata dos médicos do Hospital Crianças do Acosta Ñu, mas que há uma nota onde aproximadamente 40 médicos de subespecialidades apresentaram sua renúncia.
A representante do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rossana González, expressou que tem medo de um grupo de médicos que foram se manifestar. Porém, convocou a reunião para esta quinta-feira às 9h00 no Congresso.
"Se ninguém rouba, o dinheiro dá. Ninguém deve morrer por ser pobre", foram as palavras da médica e dos manifestantes lançadas ao uníssono.
A medida de força é acompanhada também por estudantes de Medicina, que acompanham as mobilizações pensando em seu futuro.
"O único que quero é terminar a carreira e sair do país", destacou um estudante de Medicina, ante a precariedade do sistema sanitário paraguaio e as respostas que estão recebendo por parte do Governo de que não há dinheiro.
Médicos se reuniram esta quarta-feira com a ministra de Saúde, María Teresa Barán, assim como com o ministro de Economia, Óscar Lovera, mas não tiveram uma resposta positiva ao pedido de reajuste salarial. Após a reunião, os profissionais pediram a saída de Barán e anunciaram que trasladarão a protesta para o Rally 2026.
A referente do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rossana González, indicou que a resposta que lhes deram foi que não havia dinheiro e que as propostas que os médicos fizeram foi a de cortar seguros médicos vip de outros setores e redirecionar ao pessoal de saúde a terceirização de serviços médicos, mas os representantes do Governo lhes manifestaram que nada do que já está em vigor pode ser tocado, como a construção de novos hospitais. "Em outras palavras, nos dizem 'continuem vocês se sacrificando, que nós estamos melhor'", expôs.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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