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Saúde

Cuba desenvolve tratamento para câncer de pele em meio à crise de medicamentos

26/08/2026 23:00 3 min lectura 5 visualizações

O 2C12 é "uma nova esperança contra o câncer", indicou o CIM — em suas redes sociais — e ressaltou que "sua função é ajudar as defesas naturais do corpo a reconhecer e combater as células do câncer com mais força".

Trata-se de um medicamento com características similares ao Pembrolizumab, um dos tratamentos utilizados internacionalmente para estimular a resposta do sistema imunitário frente às células tumorais, mas que segundo o próprio CIM, é "inacessível" para Cuba, devido ao "seu alto custo (11.000 dólares ao ano)" e ao "bloqueio dos EUA".

De acordo com as informações divulgadas por este centro, o primeiro estudo clínico com 2C12 será realizado em hospitais de Havana, como o Instituto Nacional de Oncologia e Radiobiologia e o Hospital Clínico Cirúrgico Hermanos Ameijeiras, bem como no Hospital Oncológico Universitário Celestino Hernández, da província central de Villa Clara.

A respeito disso, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, apontou hoje — em redes sociais — que o anúncio "ocorre em um momento difícil para Cuba", marcado pelo bloqueio petroleiro dos EUA desde janeiro e pelas sanções secundárias desde maio, "que limitam a chegada" de contêineres marítimos "com medicamentos, insumos médicos e matérias-primas essenciais para a indústria biofarmacêutica".

Cuba encontra-se imersa em uma grave crise energética e econômica que agudizou a precariedade na ilha. Os prolongados apagões que os cubanos sofrem desde 2024 vêm acompanhados de um aprofundamento da escassez de alimentos e medicamentos, uma inflação descontrolada, uma crescente dolarização, assim como a paralisação quase total dos serviços nos hospitais.

O vice-ministro de Saúde Pública, Julio Guerra, garantiu à EFE no passado maio que com a redução dos voos e das embarcações marítimas que entravam no país, não se consegue "importar a quantidade de medicamentos ou insumos que se necessitam" para cobrir a demanda em todo o território nacional.

O quadro básico de medicamentos em Cuba conta com 651 itens (250 importados e 401 de produção nacional). No relatório de 2025 sobre as afetações a Cuba pelo bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, o Governo da ilha apontou que essa medida impossibilita a aquisição de 69% dos medicamentos do quadro básico.

Leia mais: Apagão generalizado em Cuba desata a pior crise energética em décadas e paralisa a ilha

Diante desta situação, o Governo cubano formalizou no passado julho a gestão de farmácias por privados, uma das atividades que durante décadas o Estado controlou de maneira centralizada, como parte do pacote de 176 reformas econômicas que buscam liberalizar e descentralizar a economia cubana, marcada por uma policrise agudizada nos últimos anos por motivos internos e externos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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