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Economia

EUA habilitam 300 mil toneladas para terceiros países e abrem oportunidade única para Paraguai

27/08/2026 00:15 3 min lectura 20 visualizações

A decisão dos Estados Unidos de ampliar temporariamente sua cota de importação de carne bovina abre uma janela comercial de forte impacto para o Paraguai.

A Proclamação Presidencial publicada em 26 de agosto autorizou o ingresso de 300 mil toneladas métricas adicionais de recortes magros de carne bovina sob a taxa tarifária dentro de cota, distribuídas em três parcelas de 100 mil toneladas entre setembro e novembro.

O ponto central para o Paraguai é que a totalidade desse volume adicional foi atribuída à categoria "Other Countries or Areas", ou seja, países que não dispõem de uma cota específica própria dentro do esquema estadunidense.

Conforme a interpretação inicial divulgada pelo MICA, dentro desse grupo encontram-se Paraguai e Brasil, enquanto Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai e Reino Unido ficariam fora desse incremento por disporem de contingentes específicos.

A própria Casa Branca confirmou que a expansão não se aplica a países com cotas nacionais próprias.

A abertura começa em 1º de setembro com uma primeira cota de 100 mil toneladas até 30 desse mês. Outras 100 mil toneladas estarão disponíveis de 1º a 30 de outubro, enquanto o último lote será habilitado a partir de 31 de outubro até completar o volume ou, no máximo, até 30 de novembro.

O sistema funcionará sob a modalidade "first come, first served", de modo que a velocidade para concretizar e despachar negócios terá um papel determinante.

Embora Brasil apareça inicialmente como o fornecedor com maior capacidade para capturar uma porção importante do contingente, a medida também representa uma oportunidade de uma dimensão pouco usual para o Paraguai.

As 300 mil toneladas habilitadas constituem um volume enorme para a escala exportadora paraguaia e abrem a possibilidade de aumentar significativamente os embarques para um mercado que nos últimos anos ganhou peso dentro da estrutura de destinos da carne nacional.

Além disso, o produto alcançado pela medida coincide com um dos segmentos onde o Paraguai tem possibilidades concretas de participação. A ampliação está limitada a recortes magros de carne bovina, utilizados principalmente pela indústria estadunidense para a elaboração de carne moída. Os Estados Unidos necessitam esse tipo de matéria-prima para misturá-la com cortes de maior teor de gordura produzidos localmente, em um cenário de menor oferta interna de gado e carne.

Para o Paraguai, o efeito potencial não se limita apenas às exportações. A abertura de uma janela dessa magnitude pode modificar também a dinâmica do mercado interno de rebanhos, especialmente durante setembro e outubro.

Se as indústrias paraguaias buscarem aproveitar rapidamente o novo contingente estadunidense, é razoável esperar uma maior necessidade de matéria-prima apta para produzir os recortes demandados por esse destino.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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