Domingo, 05 de Julho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Paraguai

Mobiliário escolar: o debate entre importação e produção nacional

05/07/2026 13:45 3 min lectura 22 visualizações
Mobiliario escolar: el debate entre importación y producción nacional

Desafio de renovação na educação

Mais de 60% do mobiliário utilizado nas escolas públicas do país ainda precisa ser renovado. Após a primeira compra de carteiras realizada por Itaipú Binacional, que alcançou apenas 36% dos estudantes, o desafio atual transcende a simples substituição de mesas e cadeiras faltantes. A questão central reside em definir sob qual modelo será executado esse investimento: se o Estado continuará importando mobiliário da China ou utilizará as próximas aquisições para fortalecer a produção nacional e gerar empregos no Paraguai.

Características da licitação

A discussão ganhou relevância em dezembro de 2024, quando Itaipú Binacional lançou um chamado por G. 276.348 milhões (aproximadamente 35 milhões de dólares) para adquirir 328.687 conjuntos de mesas e cadeiras destinados a instituições educativas públicas. Desde o início, fabricantes nacionais apontaram que as especificações técnicas favoreciam o fornecimento de mobiliário fabricado na China.

Especificações técnicas questionadas

Entre os requisitos figuravam painéis ecológicos de densidade grau E1, melamina de 0,8 milímetros, porta-lápis de plástico moldados por injeção e tubos de aço com dimensões que, segundo as empresas do setor, não são produzidos no Paraguai. As impugnações apresentadas foram rejeitadas e as condições permaneceram sem modificações.

A isso somou-se um prazo de apenas onze dias para apresentar ofertas, considerado insuficiente para competir quando vários dos materiais exigidos deveriam ser obtidos no exterior.

Perspectiva da indústria nacional

Segundo o presidente do Centro de Industriais Metalúrgicos (CIME), José Huidobro, o problema não residia no desenho da carteira, mas em que a licitação terminou favorecendo um esquema de importação quando a indústria paraguaia estava em condições de fabricar esse mesmo mobiliário.

"Esse móvel podia ser produzido localmente se se geravam as condições para que a indústria nacional fornecesse. Não quer dizer que não podia ser produzido", afirmou Huidobro.

O dirigente recordou que um dos principais reclamos do setor foi a decisão de concentrar as 328.687 unidades em um único chamado e em um prazo curto.

Busca de alternativas

"Após essa licitação conversou-se muito com o Ministério da Indústria e Comércio, buscou-se muito um modelo único, um modelo nacional", expressou Huidobro, indicando que existiam espaços de diálogo para encontrar soluções que beneficiassem tanto a educação quanto a produção local.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.