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Saúde

Missão científica em busca de hantavírus Andes capturou cerca de 150 roedores em Ushuaia

21/05/2026 22:46 2 min lectura 22 visualizações
Misión científica en busca de hantavirus Andes capturó unos 150 roedores en Ushuaia

"Se instalaram ao redor de 140 armadilhas e cada dia (desde terça-feira) capturou-se em 40 ou 50% delas", disse em coletiva de imprensa Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Ambiente da província de Terra do Fogo, da qual Ushuaia é capital. Nelas, "até o momento não temos tido nenhum colilargo", prosseguiu.

A população de roedores desta gélida cidade de 80.000 habitantes às margens do canal Beagle suscita interesse internacional porque de lá partiu no 1º de abril o cruzeiro onde um surto de hantavírus Andes deixou três mortos.

Esta cepa, que foi registrada apenas em outras regiões do sul da Argentina e no Chile, é a única conhecida que pode se transmitir entre humanos.

É transmitida pelo rato colilargo (Oligoryzomys longicaudatus). A missão científica que partiu na segunda-feira busca confirmar ou descartar a presença do vírus neste refúgio turístico do "fim do mundo".

Petrina detalhou que as amostras serão enviadas a Buenos Aires para sua análise e que "os resultados definitivos possivelmente se conheçam em três semanas".

Por enquanto, pode-se assegurar que "a quantidade de população de colilargos ao menos neste momento não é tal como para que tivessem caído nas armadilhas", acrescentou.

Adrián Schiavini, pesquisador principal do Centro Austral de Investigações Científicas, disse à AFP que os roedores encontrados (Abrothrix hirta e Abrothrix olivacea) são "do mais comum".

Este rato pode ter hantavírus, "mas não desenvolve um nível de infecção que gere importância sanitária (...) como tem o colilargo, que o espalha por todos os lados", detalhou.

As armadilhas foram colocadas em três lugares próximos à cidade, entre eles um aterro de lixo que tinha sido apontado como local de contágio do paciente 0 do surto no cruzeiro. Porém, ali "houve apenas uma captura", disse Petrina. "Não houve nem atividade".

Terra do Fogo, ilha separada do continente pelo estreito de Magalhães, nunca registrou hantavírus desde que a notificação de casos se tornou obrigatória em 1996.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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