O trágico caso de Yulixa Toloza, a mulher que apareceu morta em uma vala após submeter-se a procedimento estético na Colômbia
Desaparecida por 6 dias após cirurgia em clínica ilegal de Bogotá
O caso de Yulixa Toloza, uma mulher colombiana que esteve desaparecida durante 6 dias após submeter-se a uma cirurgia estética em Bogotá e que depois apareceu morta ao lado de uma estrada, causou comoção na opinião pública do país.
Esta morte é um exemplo devastador de uma problemática já conhecida na Colômbia: a dos centros de cirurgia estética ilegais que oferecem procedimentos delicados a preços muito abaixo dos do mercado, em muitas ocasiões sacrificando os padrões médicos necessários.
O fato de que o centro ilegal em que foi realizado o procedimento pelo qual morreu Yulixa estivesse à vista de todos em uma zona popular de Bogotá e tivesse uma grande placa na entrada anunciando o serviço de "lipólise a laser" sem ter licença para fazê-lo levou as pessoas a questionarem que tipo de controles existem e se realmente estão sendo aplicados.
"É impressionante", disse à BBC Mundo a jornalista colombiana Lorena Beltrán, que se dedicou a investigar o tema de cirurgias estéticas na Colômbia e trabalha para impulsionar uma lei para regularizá-las no Congresso. "Gostaria de dizer que isso não pode se repetir, e cair nessa frase comum, mas a verdade é que, infelizmente, vai se repetir".
"Nós gostaríamos que se empreendesse uma vigilância na busca desses locais", disse à BBC Mundo a presidente da Sociedade Colombiana de Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutiva (SCCP), Damaris Romero, "porque, justamente por serem clandestinos, às vezes não os veem, especialmente em uma cidade tão grande como Bogotá".
A busca empreendida pelas amigas da vítima em 13 de maio e que terminou em 19 com o achado do corpo de Yulixa em um município do departamento de Cundinamarca viralizou nas redes sociais e levou milhares de pessoas a acompanharem com interesse todos os detalhes do caso.
Através das redes, foi divulgado um vídeo em que se via Yulixa atordoada em seu pós-operatório após a intervenção estética, e depois viralizou o vídeo de segurança em que se viam dois homens removendo-a do centro e colocando-a em um Chevrolet Sonic.
A investigação sobre esse automóvel levou as autoridades para longe de Bogotá, até a cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, onde em 19 de maio foram feitas as primeiras detenções.
E nesse mesmo dia, a Procuradoria colombiana confirmou ter encontrado um corpo com características similares às de Yulixa ao lado de uma estrada a aproximadamente duas horas de Bogotá.
Até o momento foram anunciadas cinco prisões. As autoridades na Venezuela detiveram María Fernanda Delgado, a dona do estabelecimento em que morreu Yulixa; o administrador do centro, Edison José Torres Sarmiento, e a pessoa que supostamente realizou o procedimento, o barbeiro de profissão Eduardo David Ramos.
As autoridades na cidade colombiana de Cúcuta prenderam os dois homens relacionados ao automóvel em que foi transportada Yulixa, Jesús Hernández e Kelvis Sequera Delgado.
O Instituto Colombiano de Medicina Legal informou nesta quinta-feira que Yulixa havia morrido devido a uma embolia pulmonar, uma das complicações mais comuns no tipo de procedimento ao qual a mulher se submeteu.
Yulixa entrou ao centro estético Beauty Laser, no sul de Bogotá, acompanhada por sua amiga Amalia Pardo, segundo contou esta última a Noticias Caracol.
"Ela ia muito segura porque muitas outras já tinham feito o procedimento", disse a...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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