Ministra Llanes entregou documentos históricos de adoções internacionais ao Museu da Justiça
Preservação de documentos de adoções internacionais
Com o objetivo de resguardar e preservar documentos de valor histórico, a ministra da Corte Suprema de Justiça Carolina Llanes encabeçou o ato de entrega de 196 expedientes e 210 relatórios de acompanhamento de adoções internacionais, remetidos em seu momento por autoridades dos Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido e Austrália.
Os registros, em formato papel e digital, ficarão sob custódia do Museu da Justiça, Centro de Documentação e Arquivo para a Defesa dos Direitos Humanos do Poder Judicial.
Patrimônio documental de valor significativo
A ministra Llanes, responsável pela Vara da Infância e Adolescência, assinalou que os documentos constituem um patrimônio documental das pessoas que, em seu momento, confiaram no sistema de justiça para realizar procedimentos de grande relevância em suas vidas, tanto para as crianças envolvidas quanto para quem as adotou.
Nesse sentido, ressaltou que
"a documentação tem que ser preservada, obviamente em um espaço adequado como é este museu, para que as pessoas interessadas em conhecer sua história tenham acesso aos mesmos, assim como a cidadania em geral, por isso consideramos importante e necessária esta preservação".
Entrega oficial da documentação
O coordenador de Otana, desembargador Guillermo Trovato, realizou a entrega oficial ao diretor do Museu da Justiça, José Agustín Fernández, da documentação contida em caixas que incluem um pendrive com os arquivos digitalizados e os documentos em formato papel. Trata-se de aproximadamente 196 expedientes de adoção com seus respectivos relatórios de acompanhamento.
A organização, custódia e digitalização destes documentos fazem parte de um trabalho desenvolvido desde 2022 e compreende relatórios de acompanhamento de adoções internacionais correspondentes ao período aproximadamente entre 1986 e 1992.
Valor histórico e pessoal dos registros
O magistrado Trovato explicou que
"como órgão técnico da Vara de Infância e Adolescência organizamos, custodiamos e digitalizamos todos os documentos, e agora fica a cargo do Museu da Justiça o resguardo e a memória institucional. São autos históricos muito ricos quanto à origem das crianças, por isso decidimos protegê-los".
Destacou além disso que os expedientes contêm o nome original da criança, com o qual foi inscrita no Paraguai e com o qual posteriormente foi adotada, além dos relatórios dos assistentes sociais da época, nos quais consta quem são a mãe e os avós. Toda essa documentação possui um grande valor para a reconstrução de histórias pessoais.
Trovato ressaltou que
"com isso estamos aproximando a Justiça de quem precisa reconstruir sua história, permitindo que cada cidadão paraguaio que foi adotado há muitos anos possa, provavelmente, fechar esse ciclo de sua vida e conhecer sua origem".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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