Ministra do Trabalho fala sobre ponto de equilíbrio para o aumento do salário mínimo
Mónica Recalde, titular do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (Mtess), em contato com a Rádio Monumental 1080 AM, explicou que às 10h30 desta quarta-feira têm uma reunião com o Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam) e posteriormente se reunirá com o presidente Santiago Peña.
Na data espera-se uma definição a respeito do reajuste do salário mínimo legal vigente, após um mês inteiro de reuniões, análise e debate entre trabalhadores e empresários.
"O Conasam faz uma proposta ao Poder Executivo para sua consideração. A última palavra a tem o Poder Executivo", mencionou e indicou que nenhuma das duas partes flexibilizou sua postura com relação ao reajuste para o incremento.
Os trabalhadores pedem um aumento de G. 647.000 aproximadamente, mas o setor empresarial se mantém em sua postura de respeitar a fórmula do índice de preços ao consumidor (IPC), do Banco Central do Paraguai (BCP), que é de G. 69.577, de acordo com a inflação de 2,4%.
"Nós não vamos apenas tomar o relatório do Banco Central. Realizamos estudos sobre mercado de trabalho, formalização, rendas, a evolução dos rendimentos reais dos trabalhadores. Também foi feita uma análise sobre os efeitos inflacionários pós-reajuste dos salários mínimos", disse.
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Nesse contexto, foi questionada pela emissora de rádio sobre o ponto de equilíbrio entre o aumento que pede o setor de trabalhadores e o que estabelece o IPC. "Estaria entre os G. 67.000 que propõem, digamos, os empregadores, e os G. 600.000, que estavam pedindo os sindicatos?".
A secretária de Estado respondeu: "Não, não. Não vai estar próximo dos G. 600.000".
Foi insistida sobre o ponto pelo jornalista Luis Bareiro. "O ponto de equilíbrio tem que estar entre um e outro valor, entre os 67.000, que propõem um, e os 600.000, que propõem o outro. Ali no meio tem que haver um ponto de equilíbrio", colocou.
"Sim, mas não é tão matemático nem tão aritmético, verdade? Porque o ponto de equilíbrio estaria ao redor dos G. 300.000 mais ou menos, verdade? E nesse, faz uma variação. Entretanto, há outros componentes além que se somam para fazer uma média e para estabelecer uma escala mínima que estão sendo considerados e bem, se não há acordo sobre esses pontos de equilíbrio, o presidente da República vai fixar finalmente o salário que corresponde", respondeu Recalde.
Igualmente, indicou que coincidem com o Banco Central de que os efeitos são marginais no IPC quando se produzem ajustes moderados do salário mínimo.
"Também fazemos análise do que é o consumo das pessoas nos últimos anos e uma avaliação econômica e social do que estabelece o código (laboral), que é uma renda justa que possa cobrir as necessidades básicas de um trabalhador", comentou.
A pasta a cargo de Recalde elaborou um relatório técnico no qual enumera os argumentos legais que habilitariam o Poder Executivo a fixar um reajuste superior à variação interanual do IPC do BCP, que aponta apenas G. 69.577.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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