Ministra de Saúde propõe estrutura salarial para médicos e apela ao diálogo
Proposta de estrutura salarial
A ministra de Saúde, María Teresa Barán, apelou novamente ao diálogo para resolver as diferenças com o setor médico antes da greve convocada para o próximo 21 de setembro como medida de protesto para lograr um reajuste salarial.
Em declarações ao programa "Assim são as coisas" do canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media, a funcionária afirmou: "Acreditamos que o diálogo é a ferramenta válida para poder evitar que haja uma nova greve".
Impacto na população
Barán mencionou que "estamos ocupados e preocupados com esta situação onde sofre a cidadania paraguaia", levando em conta que provavelmente mais de 95% da população comparece aos hospitais públicos.
Detalhes da proposta salarial
A ministra explicou que a proposta busca "eliminar a discriminação entre médicos nomeados e contratados" e que todos possam ter o escalonamento em que há um piso e teto e se tem como regulamento a antiguidade.
De acordo com os detalhes apresentados, para um médico com 0 a 5 anos de antiguidade e contrato de 12 horas semanais, o piso salarial seria de G. 5.400.000 e o teto de G. 7.400.000.
Para médicos com 24 horas semanais, o piso passaria a G. 10.800.000 e o teto pode chegar a G. 14.500.000. No caso de profissionais com 36 horas semanais (3 vínculos), o piso seria de G. 15.768.000 e o teto de G. 19.100.000.
Beneficiários da medida
Segundo a ministra, mais de 10.626 médicos teriam um aumento em seus salários mediante a aplicação desta proposta. "O escalonamento salarial é algo que já se encontra em vigor e que teríamos que continuar trabalhando", comentou.
Situação de demissões
Barán também informou que até o passado 4 de setembro se registrou a demissão de 270 médicos especialistas perante o Ministério de Saúde Pública, incluindo cirurgiões pediátricos, médicos terapeutas e anestesiologistas.
Esclareceu que "as demissões estão sendo analisadas de forma individual para serem validadas", já que se deve ter em conta que muitas delas foram apresentadas de maneira coletiva, o que do ponto de vista legal não tem validade porque o contrato é individual.
Chamado ao consenso
A funcionária reiterou que o Ministério de Saúde "estará aberto ao diálogo para poder chegar a um consenso" uma vez que os médicos apresentem formalmente perante o Ministério do Trabalho a convocatória da nova medida de protesto.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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