Ministério Público pediu à Corte celeridade e evitar que caso de Rafael Filizzola fique impune
A agente fiscal Silvia González voltou a solicitar à Sala Penal da Corte Suprema de Justiça que destrabe o processo penal por lesão de confiança contra o ex-ministro do Interior e atual senador Rafael Filizzola. A máxima instância judicial deve definir quem integrará a Câmara de Apelação que terá que estudar se Filizzola continuará processado ou não.
Uma vez que se defina o camarista, deverá se analisar se corresponde deixar sem efeito a prescrição da causa que se resolveu em um Juizado Penal de Garantias. O Ministério Público apelou tal determinação e pediu que o processo siga seu curso para que Filizzola continue processado nesta causa penal pela suposta comissão de lesão de confiança.
O Ministério Público interpôs um recurso de apelação geral em contra do A.I. n.° 371 de data 6 de maio de 2025. O Tribunal de Apelações Penal, Primeira Sala, foi designado para entender no recurso; contudo, se gerou um conflito de competência entre os membros da Câmara de Apelação, cuja decisão segue pendente ante a mesma Sala Penal.
"Esta representação penal vem a solicitar respeitosamente que se sirva arbitrar as medidas necessárias para lograr a pronta integração do Tribunal competente e a consequente prolação da resolução acerca da apelação interposta", ressalta o documento enviado pela fiscal interviniente à Corte Suprema de Justiça.
Este recurso de apelação tem como objeto central questionar a declaração de prescrição da ação penal disposta mediante o A.I. n.° 371. Por isso, a falta de um pronunciamento oportuno respecto de tal impugnação adquire especial transcendência, já que o transcurso do tempo está diretamente vinculado com a questão que constitui a matéria de controvérsia.
"Resulta de particular importância que as sucessivas incidências procesais que impediram até a data a integração definitiva do Tribunal competente não continuem dilatando o tratamento e resolução do recurso, a fim de evitar que o mero transcurso do tempo possa gerar consequências procesais adversas para a prosecução da causa, especialmente considerando que a questão submetida a revisão se encontra relacionada com a prescrição da ação penal", agrega o escrito.
O caso "Comissarias de ouro", que envolve o senador Rafael Filizzola por sua gestão como ministro do Interior durante o governo de Fernando Lugo, segue sem se resolver. A investigação fiscal começou em 2013 e o processo judicial no Juizado Penal arrancou ao ano seguinte; contudo, até agora a causa segue travada e não avança. Apesar do desembolso de G. 1.131 milhões à empresa Todo Verde Empreendimentos, as obras ficaram inacabadas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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