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Internacional

Meta assume compromissos históricos para proteger menores em redes sociais

Acordo nos EUA prevê limitações de uso e investimento de 18 bilhões de dólares; União Europeia cobra medidas equivalentes

30/08/2026 12:00 3 min lectura 7 visualizações

Acordo histórico nos Estados Unidos

Meta anunciou na quarta-feira um acordo histórico com aproximadamente cinquenta estados e territórios dos Estados Unidos dirigido a proteger os usuários mais jovens dos efeitos viciantes de suas plataformas de redes sociais.

Como parte do compromisso, a empresa se obrigou ao pagamento de cerca de 18 bilhões de dólares. Além disso, implementará limitações de uso para menores de 18 anos no Facebook e Instagram, com máximo de duas horas diárias de acesso e bloqueio automático entre meia-noite e 6h da manhã. Apenas os pais poderão modificar esses parâmetros.

Alcance limitado do acordo

O acordo aplicará somente aos adolescentes que residem nos estados signatários e não estabelece precedentes em outras jurisdições internacionais, conforme especificado no documento. Embora não gere efeitos jurídicos diretos na Europa, cria um contexto político favorável que pressiona a Comissão Europeia a solicitar medidas similares à Meta.

Reação da União Europeia

No dia seguinte do anúncio, a União Europeia reclamou que Meta implemente medidas equivalentes em seu território. Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para assuntos digitais, assinalou:

"Agora cabe à empresa propor esses compromissos dentro da União Europeia para proteger também as nossas crianças aqui"

Diferentemente do acordo norte-americano de dez anos de vigência, o Executivo europeu reclama compromissos sem limite temporal, embora ainda não tenha especificado as medidas exatas que espera.

Investigação europeia em curso

Meta está sendo investigada pela Comissão Europeia desde maio de 2024 por presumidas deficiências na proteção de menores na internet. Em suas conclusões preliminares publicadas em julho, a Comissão exigiu modificações nas interfaces do Facebook e Instagram, considerando que promovem condutas excessivamente viciantes. Além disso, manifestou insatisfação com os controles parentais integrados e os mecanismos de limitação de tempo de tela.

Possíveis sanções e próximos passos

Se Meta aceitar os compromissos propostos, estes se tornarão juridicamente obrigatórios. Em caso de serem considerados insuficientes, a empresa poderia enfrentar sanções de até 6% de sua faturação anual mundial. Não obstante, especialistas advertem que mesmo sanções dessa magnitude não garantiriam automaticamente o cumprimento das exigências regulatórias.

Chamado a outras plataformas

TikTok, Snap e YouTube foram mencionadas no acordo e foram convocadas a assumir compromissos similares. O alto comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu na quinta-feira que se estabeleçam normas para proteger menores em todas as redes sociais, enfatizando que

"Os governos devem tomar a iniciativa em lugar de esperar que ajam os tribunais e as empresas"

TikTok e YouTube declinaram fazer comentários sobre a possibilidade de adotar medidas equivalentes na Europa, enquanto Snap não respondeu aos pedidos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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