MEF finaliza detalhes de lei para quitar dívidas, diz Capaco
O Ministério de Economia e Finanças (MEF) encontra-se na etapa final de ajustes técnicos de um projeto de lei chave para o setor da infraestrutura. Esta normativa busca autorizar o pagamento de aproximadamente USD 100 milhões em conceito de juros moratórios acumulados desde o ano de 2023 com fornecedores do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC).
O Poder Executivo avalia a emissão de títulos como a via principal para obter os recursos necessários e honrar esses compromissos financeiros.
Independentemente do projeto de lei, o MEF anunciou recentemente um plano de desembolsos por USD 150 milhões entre abril e maio de 2026. Este montante permitirá cobrir cerca de 85% da dívida de capital correspondente ao exercício de 2025.
A Câmara Paraguaia da Indústria da Construção (Capaco) informou, mediante um comunicado, que a normativa está em seus últimos retoques e advertiu que a resolução é urgente para evitar o colapso financeiro de empresas que enfrentam dívidas com bancos e subcontratadas. Prevê-se que a proposta oficial seja remetida ao Congresso Nacional nos próximos dias para seu tratamento de urgência.
Por outro lado, no que se refere ao câmbio das dívidas, do grêmio da construção reportam-se avanços na implementação do mecanismo, cujo desenvolvimento requereria ainda alguns dias para sua definição. O planteamento forma parte das gestões orientadas a regularizar compromissos pendentes com fornecedores do Estado.
IMPACTO. A dívida acumulada pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), que alcançou cifras críticas de até USD 360 milhões (incluindo uns USD 110 milhões somente em juros), gerou efeito dominó na cadeia de pagamentos vinculada ao setor da construção. Umas 20 obras sofreram efeitos diretos e se viram obrigadas a reduzir seus ritmos, enquanto um punhado de empresas recorreram à convocatória de credores.
Após a renúncia de Carlos Fernández Valdovinos como titular do MEF e a posse de Óscar Lovera, reportaram-se avanços concretos no plano de pagamentos, situação que é celebrada pelo setor da construção. Não obstante, as dívidas seguem e cada semana impactam no ritmo das obras. Os grêmios da construção também pedem ao Governo aumentar o orçamento para novas obras durante 2026.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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