Cachaça que policiais tentaram introduzir vendem 15 vezes mais caro em Tacumbú
Um subcomissário e dois suboficiais estão sendo investigados por tentarem introduzir cem garrafas de cachaça e uma garrafa de 1 litro de whisky, bebidas proibidas dentro da Penitenciária Nacional de Tacumbú.
"Embora no meio livre tenha um valor não tão elevado, em contexto de confinamento seu preço já é mais considerável; segundo comentam, uma garrafa se comercializa em 50.000, 60.000 e 80.000 guaranis," referiu Rubén Maciel, vice-ministro de Política Criminal.
Em princípio, o coronel Rubén Peña, diretor de Estabelecimentos Penitenciários do Ministério da Justiça, explicou que a operação se iniciou após um alerta emitido por volta das 22:50 de quinta-feira pelo sistema de monitoramento a uma pessoa descendo de um carro e a aproximação de dois uniformizados baixando as sacolas com álcool.
"Isso motivou um alerta que foi notificado ao diretor da penitenciária para que se apresentasse e ao chefe de segurança. Deram seguimento às imagens e puderam apreender uma sacola", indicou.
Peña lamentou o fato que atinge o destacamento policial, encarregado da segurança do presídio desde a Operação Veneratio.
"O ingresso na penitenciária, a partir das 18:00, está a cargo do destacamento policial. É certo que temos policiais de guarda nos diferentes pavilhões e também no muro perimetral. Temos como salvaguarda o sistema de monitoramento de câmeras, que é fundamental para intervir nestes casos", assinalou.
Os três policiais foram postos à disposição do Ministério Público após os trâmites realizados ante a Delegacia 4ª Metropolitana.
Por sua vez, Rubén Maciel mencionou que desde a realização da Operação Veneratio a Polícia colabora na segurança perimetral e o controle de ingresso de pessoas na penitenciária.
Assinalou que nesse horário em que foram observados os efetivos policiais, é um horário onde não se prevê nenhum tipo de visita nem social nem de advogados, nem tampouco de ingresso de alimentos.
"O ingresso de mercadorias nas penitenciárias para as cantinas, se fazem em horário rotineiro que usualmente costuma ser entre as 8:00 da manhã e as 5:00 da tarde," indicou.
Detalhou que o fato tem duas vertentes: uma, que gerará responsabilidades administrativas para os agentes, no marco das consequências que estão previstas na Lei Orgânica Policial, aplicável a eles neste caso.
"Por outro lado, gera responsabilidade penal, porque é um delito de suborno passivo agravado, porque sua função era de custodiar, brindar segurança; no entanto, ingressam produtos proibidos que provavelmente lhes gerariam algum ganho e nesse sentido se configura..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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