Queda de Hugo Javier? Ministério Público alimenta esta hipótese com estes oito elementos
O Ministério Público divulgou neste sábado um resumo dos oito elementos que sustentam que o ex-governador de Central, Hugo Javier González, sofreu uma queda no interior de sua cela na Penitenciária Industrial La Esperanza.
Este resumo decorre dos avanços da investigação, porém ainda falta que o locutor preste declaração ante o Ministério Público. Já foram tomadas cerca de 30 declarações, entre outros atos investigativos, conforme informou Liz Acosta, jornalista de Última Hora.
Segundo o Ministério Público, o médico forense Pablo Lemir também remitiu um informe preliminar que "aponta que não há rastros de golpes ou, ao menos, não se coadunam com golpes provocados por agressão, mas sim a partir do impacto gerado entre a condição médica prévia e a queda e o local".
Contudo, no informe de Pablo Lemir, divulgado aos meios de comunicação, apresentaram-se cinco hipóteses do que pôde ter acontecido com Hugo Javier, entre as quais se encontram uma queda acidental no banheiro, uma queda de uma cama superior, tendo em vista que a altura poderia gerar mais energia, e um evento médico seguido de uma queda.
Em sua quarta hipótese, Lemir aponta "a agressão por terceiros" e explica que os elementos compatíveis são as lesões múltiplas, trauma facial grave e zonas bilaterais compatíveis com impactos. Não existe uma marca instrumental específica; requer evidência material e espacial independente.
A quinta e última hipótese é uma sequência combinada, o que seria um evento médico, queda, convulsões e traumatismos secundários que podem coexistir. Isto exige uma reconstrução temporal e biomédica completa.
Embora esta listagem de oito elementos provenha do avanço investigativo, ainda está pendente a declaração do locutor ante o Ministério Público.
1. Declaração de Luis Giménez
A declaração de Luis Giménez, companheiro de cela de Hugo Javier, resulta coerente com a hipótese da queda e coincide em aspectos relevantes com as declarações de guardas, enfermeiros, paramédicos e demais pessoas que posteriormente participaram do auxílio.
As câmeras mostram que aproximadamente desde as 16h00 até o momento em que se solicita auxílio, Hugo Javier e Luis Giménez permaneceram sozinhos na cela, sem se observar a entrada ou saída de terceiras pessoas durante esse período. Luis Giménez não registra sinais de luta física, seja de ataque ou defesa.
As fotografias, vídeos, dimensões e características da cela permitem considerar materialmente factível a queda relatada. A disposição do banheiro, o desnível existente e as superfícies rígidas próximas são compatíveis com uma dinâmica de queda e impacto.
A inspeção física de Hugo Javier e Luis Giménez não aportou elementos conclusivos que demonstrem uma dinâmica de ataque e defesa. Em Luis Giménez não se constataram lesões que por si mesmas evidenciem uma confrontação física com a vítima.
Hugo Javier apresentava um quadro médico prévio com febre e dor de ouvido e posteriormente foi confirmada uma meningite em Itauguá. Estes antecedentes permitem manter aberta a possibilidade de um evento médico prévio à queda, ainda que não se encontre demonstrado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.