Médicos rejeitam "migalhas" do Governo e vão à greve
O Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) rejeitou nesta quinta-feira grande parte das propostas do Governo, como um reajuste de G. 400.000 para o salário piso, sob a figura de escalafão. O montante de reajuste que pedem os profissionais é de G. 3 milhões, buscando alcançar os G. 8 milhões como salário piso.
Os médicos defendem o reajuste com base na perda do poder aquisitivo com respeito à inflação que afeta o salário congelado desde 2012.
Os profissionais de branco qualificaram de "migalhas" o montante proposto pelo Governo, enquanto gastam milhões com amantes e petiscos.
Os galenos reforçaram que vão lutar pelo salário piso e posteriormente vão buscar aumentos por especialidade e antiguidade.
"Nunca fomos manipulados tão mal por um Governo como este, arbitrário e autoritário, um governo amplamente corrupto", questionou o médico Marcelo Galli.
Com respeito à data da nova greve nacional dos médicos, em assembleia do Sinamed fixaram segunda-feira 21 e terça-feira 22 de setembro próximos, conforme informado pelo jornalista de Última Hora Carlos Morales.
Os médicos aprovaram, por sua parte, a proposta de desprecarização do Governo, com a qual seriam nomeados aproximadamente 2.390 médicos.
Também aceitaram o aumento de USD 260 milhões para medicamentos e insumos no PGN 2027, embora questionassem o método de financiamento.
"Reajuste salarial já! Se ninguém roubar, o dinheiro alcança!", corearam ao uníssono os médicos em meio à assembleia do Sinamed.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.