MEC remete auditoria à Procuradoria e Senado promete investigar todos com a mesma medida
Ministro da Educação entrega relatório sobre títulos falsos com 13 funcionários denunciados
O ministro de Educação, Luis Ramírez, entregou na manhã desta segunda-feira ao presidente da Comissão de Investigação de Títulos Falsos, Patrick Kemper, um informe sobre os trabalhos realizados pela instituição.
Ramírez comentou que em primeira hora apresentou perante a Procuradoria o resultado de uma auditoria que segue em curso. "Temos 13 funcionários que participaram no processo de 330 títulos investigados e hoje suas causas foram passadas à Procuradoria para que possa ter maior profundidade na investigação. Esta denúncia fiscal vai investigar o caos dos 550 usuários que não foram autorizados", informou.
Quanto aos usuários, explicou que se trata de pessoas que por algum motivo entraram no sistema e carregaram algum elemento vinculado a títulos em horários e dias que não correspondem ao funcionamento da instituição. "A denúncia também perante a Procuradoria de 130.000 atos irregulares produzidos por esses 550 usuários", acrescentou.
No entanto, esclareceu que os 130.000 atos não representam necessariamente títulos, mas ações suspeitas que não correspondem. Nesse sentido, descartou que a página institucional tenha sido hackeada.
Igualmente detalhou que na primeira etapa foram afastados seis funcionários, aos quais se somaram outros sete que fariam parte do esquema de registro de títulos. O ministro se referiu a diretores gerais e chefes de departamentos envolvidos nas irregularidades e se eximiu de responsabilidade, assim como quem o antecedeu no cargo.
"Isso ocorre às expensas e às costas do ministro, porque o sistema estava montado de forma que com um diretor de nível fosse suficiente a autorização, quase não ocorre isso no ministério. Sempre no ministério a regra, o selo, a assinatura autorizante é de pelo menos um viceministro, neste caso era um diretor", justificou.
Por outro lado, comentou que o MEC vinha investigando situações de títulos falsos, em paralelo às preocupações da Comissão Especial do Senado como resultado do caso Hernán Rivas. Ramírez comentou que inclusive se registraram falsificação de resoluções e legalizações que eram utilizadas no Brasil para a expedição de títulos.
"Com isso, estamos chegando à cifra recorde de 283 funcionários em processo administrativo por casos vinculados a títulos falsos e a irregularidades dentro do sistema do Ministério de Educação", afirmou.
Por sua parte, o senador cartista Patrick Kemper prometeu garantias nos resultados da Comissão de Investigação de Títulos Falsos, diante das acusações de que poderia terminar no "oparei", levando em conta que podem ser atingidos políticos da ANR.
Estão na mira o deputado Yamil Esgaib e seu filho, Nasser Esgaib, vereador de Assunção, que cursaram carreiras em tempo recorde na Universidade Sudamericana, mesma instituição que expediu o título de advogado ao ex-senador Hernán Rivas.
"Eu conversei com o presidente da República, já também com o ministro, igual o presidente da Câmara de Senadores, Basilio Bachi Núñez, têm a firme posição de que nós façamos um trabalho transparente, um trabalho total e quero dar-lhes a tranquilidade de que se vai fazer uma regra igual para todos e todas essas informações facilitaremos na medida em que formos recebendo", prometeu Kemper.
Assim também disse que foram enviados pedidos de informe a sete universidades, das quais cinco responderam com o correspondente "acuse de recebimento" e dos seis institutos superiores apenas um respondeu. Os prazos de 15 dias terminam esta semana. Nestes dias serão enviados outros 20 pedidos de informe a outras instituições.
Por outro lado, anunciou uma aliança estratégica com a Controladoria Geral.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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