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Política

Denunciam que cartismo presenteia criptomineradoras com energia e engaveta lei sobre tarifa social

Iniciativa popular com mais de 48 mil assinaturas permanece parada no Senado desde abril de 2025

13/07/2026 13:45 3 min lectura 44 visualizações

A iniciativa popular para ampliação da tarifa social juntou mais de 48 mil assinaturas e, após ser aprovada pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), foi remetida à Câmara de Senadores, onde permanece sem avanços desde abril de 2025. O documento foi encaminhado a nove comissões, das quais apenas a de Povos Indígenas tratou e aprovou.

Para os coletivos que promovem as campanhas "Itaipu Causa Nacional" e "Itaipu é também soberania/PPP", este engavetamento é produto do domínio cartista no Poder Legislativo. Nesse sentido, denunciam que se está violando uma norma constitucional que exige o pronto tratamento de uma iniciativa popular, mas que além disso é um atentado contra o direito constitucional a uma moradia digna, a qual deve receber serviço de eletricidade que esteja ao alcance da população.

Desde o lado do Executivo condenam o "entreguismo" do presidente da República, Santiago Peña, a favor de empresas transnacionais, que consideram não gerar emprego e consumir grandes quantidades de energia com tarifas presenteadas.

"Enquanto isso, Peña e o cartismo encontraram tempo suficiente para entregar nossa valiosíssima energia de Itaipu a preços presenteados a criptomineradoras, bases de dados e similares que não geram quase nenhum emprego", menciona o comunicado.

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A este respeito, explicam que a Administração Nacional de Energia Elétrica (ANDE) vende energia a 44,3 USD/MWh em 220 kV, enquanto que o preço de exportação para o Brasil é de 50,0 USD/MWh, conforme uma tarifa "garantida" de 37,4 USD/MWh e uma compensação de 12,6 USD/MWh.

"Assim, a tarifa a favor de criptomineradoras e similares nem sequer o custo de geração cobre, e muito menos as perdas e os gastos de transmissão e gerais, e menos ainda a obrigatória rentabilidade de 8% que estabelece a Carta Orgânica de ANDE, a fim de poder expandir e melhorar o serviço de eletricidade, que agora oferece números negativos (-3,82% em 2024)", reclamam.

Segundo os cálculos dos engenheiros que fazem parte da campanha, este desequilíbrio gera um prejuízo de USD 322 milhões ao ano, traduzidos como subsídios às criptomineradoras. Estes números já foram apresentados à Controladoria Geral da República.

Recordaram os decretos 5306 e 5307/2026, assim como os que os substituíram, os decretos 5860 e 5861/2026, revogados em junho pela pressão dos sindicatos de ANDE, que outorgavam tarifas fixas por 15 anos a bases de dados para inteligência artificial e para hidrogênio verde.

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Assim também, questionaram o Memorando de Entendimento assinado com Taiwan, pelo qual pretende entregar 1.000 MW (uma unidade e meia geradora de Itaipu) a uma gigantesca base de dados para inteligência artificial. Em ambos os casos consideram que se trata de "energia presenteada".

"Em compensação, aos usuários que não conseguem pagar a tarifa elétrica, às micro, pequenas e médias empresas (mipymes) que geram emprego, às comunidades indígenas e aos adultos maiores carenciados, Peña oferece elevadas tarifas impagáveis e repressão", acrescentam no comunicado.

O único avanço que obteve o projeto de ampliação da tarifa social foi em outubro do ano passado, quando os senadores Lucía Mendoza, de Cruzada Nacional, e Sergio Rojas, do PLRA, pertencentes à Comissão de Povos Indígenas, emitiram parecer favorável.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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