Mais de 700 militares de seis países treinam em Foz do Iguaçu para operações de paz da ONU
A atividade que se estenderá até 21 de agosto é promovida pelo Ministério da Defesa do Brasil e reúne efetivos da Marinha, do Exército e da Força Aérea brasileiros, além de representantes de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, todos integrantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O exercício é coordenado pelo general de divisão Julio César Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial condutor, e pelo general de brigada Gustavo Henrique Araújo Pereira Machado, diretor da atividade.
A proposta recria uma situação de crise em um país fictício denominado "Carana", onde um cenário de instabilidade desencadeia uma crise humanitária e obriga ao desdobramento de uma Força Tarefa Conjunta-Combinada (FTCC).
A partir desta situação simulada, os militares devem analisar problemas e adotar decisões semelhantes às que poderiam enfrentar em uma missão internacional. O treinamento inclui planejamento, comando e controle, coordenação entre forças e execução de operações em um ambiente de crise.
Entre os cenários propostos figuram conflitos étnicos, disputas no ambiente informativo, descontaminação de materiais químicos, lançamento logístico de suprimentos, atendimento sanitário operacional, desobstrução de vias e ações de assistência humanitária.
A dinâmica busca que os militares não apenas conheçam os procedimentos de suas próprias forças, mas que também aprendam a trabalhar junto com contingentes estrangeiros. A interoperabilidade – a capacidade de distintas forças de operar de maneira coordenada e eficiente – constitui um dos principais objetivos do treinamento.
O intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os seis países também permite avançar na padronização de procedimentos que podem ser utilizados em operações multinacionais de manutenção da paz.
Em Foz do Iguaçu, o cenário é fictício, mas os desafios propostos buscam reproduzir situações que os militares podem encontrar em diferentes regiões do mundo. A finalidade é que, ante uma eventual missão real, as forças dos países participantes possam atuar de maneira coordenada desde o planejamento até a execução das operações.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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