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Sociedade

Mãe: Mãos que sustentam toda a vida

15/05/2026 11:00 4 min lectura 5 visualizações
Madre Manos que sostienen toda la vida

O que parece um simples refrão encerra, na realidade, um percurso cultural muito mais amplo.

A expressão nasce da tradição oral hispanohablante e foi atravessando gerações até se instalar na literatura popular do século XIX na Espanha e na Hispanoamérica.

Também ganhou força no teatro, nas zarzuelas, nas canções e nos sermões religiosos que exaltavam a figura materna.

Assim, o ditado foi tomando corpo próprio até se converter numa espécie de certeza colectiva, quase inquestionável, sobre o lugar simbólico da mãe na vida humana.

Huella profunda. Mas, por que essa única palavra tem tanta carga emocional, psicológica e social? A psicóloga clínica Nunila Basualdo assinala que o vínculo maternal deixa uma marca profunda na construção emocional das pessoas e na maneira como enfrentam a vida adulta.

"Evidentemente, o vínculo precoce com a mãe influencia a autoestima, na moldagem do caráter da criança para formar uma personalidade segura, equilibrada e capacitada para enfrentar as situações da vida adulta", explica.

A profissional sustenta que a figura materna cumpre um papel fundamental não apenas a partir do cuidado físico, mas também a partir do sustento afetivo e emocional.

"É preciso lembrar que a mãe é quem alimenta, não apenas o ser físico, mas em todos os aspectos. Se responde às necessidades da criança, essa criança crescerá segura de si mesma, capaz de alcançar suas metas e com um bom relacionamento social", afirma.

Porém, adverte que quando essas necessidades emocionais não são satisfeitas podem aparecer dificuldades na vida adulta.

"Se não foram satisfeitas suas necessidades, pode que se desenvolva sendo muito autossuficiente ou suprima suas emoções. E se sua relação foi insegura ou ambivalente, permanentemente estará buscando aprovação externa e desconhecendo seu potencial", acrescenta, ressaltando a importância de manter um vínculo próximo e horizontal durante a infância e a adolescência.

Nunila Basualdo também reflete sobre a dor que implica a ausência materna e a necessidade de atravessar um luto de forma saudável. "Todo luto é doloroso, não apenas a perda da mãe. É saudável vivenciar a tristeza e atravessar o luto. E cada tempo é muito pessoal", expressa.

Nessas datas, quem já não tem a sua mãe pode estar mais sensível do que o habitual.

Para a psicóloga, o acompanhamento familiar pode ser chave nestes processos, ainda que cada pessoa os viva de maneira distinta.

A profissional deixa uma mensagem de valoração às mães: "Não devemos esperar que nossa mãe esteja ausente para sermos agradecidos. Devemos aceitá-las com suas virtudes e defeitos, entendendo que fizeram o melhor que puderam com o que tiveram, não há escola para pais".

Para a psicóloga clínica Nathalia Gamarra Herrera, a figura materna segue marcando a vida adulta como uma marca, "uma espécie de estrutura invisível que vai construindo a identidade".

"Funciona como espelho da autoestima; é o lugar onde se aprendem a gerir as emoções e a construir a capacidade de amar através do apego", acrescenta.

Nesse sentido, sustenta que a mãe também influencia na vida adulta "segundo quanto espaço deu para o erro, o que impacta directamente na construção de pessoas mais autónomas ou com maiores dependências emocionais".

Neste marco, mencionam-se estilos de criação como as chamadas mães "helicóptero", que podem gerar adultos com dificuldades para tomar decisões por si mesmos, enquanto aquelas que fomentam a independência costumam propiciar em seus filhos uma maior sensação de competência e eficácia pessoal.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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