Moradores de bairros asuncenos solicitam obras de contenção no arroio Ferreira
Situação atual na zona
Nos bairros Republicano e Roberto L. Petit de Assunção, mais de 150 famílias vivem na incerteza devido ao perigo que representa o arroio Ferreira. Um transbordamento registrado no domingo 3 de maio obrigou o deslocamento de moradores para zonas afastadas de suas residências.
Na zona de 33 Projetada e República Francesa encontram-se residências à beira do barranco, algumas com estruturas deterioradas. A apenas 50 metros dessas residências, a Escola e Colégio Nacional Dr. Ignacio A. Pane também corre o risco de ser afetada se a situação não for contida.
Danos e riscos registrados
Durante o transbordamento de maio, várias casas desabaram e numerosas famílias tiveram de se deslocar. Uma das residências localizadas à beira do barranco apresenta profundas fissuras em suas paredes, evidenciando o deterioro estrutural causado pela proximidade do leito.
Os vizinhos colocaram chapas de metal contra a base das paredes exteriores como medida de contenção provisória, para evitar que a água da chuva bata diretamente na terra e acelere o desmoronamento. Além disso, um dos moradores já sofreu uma queda na vala no início deste ano, situação que exigiu intervenção dos bombeiros.
Características do arroio Ferreira
A vazão do arroio provém da área do Mercado 4, passa pelo bairro San Vicente e desemboca no rio Paraguai. Durante as tempestades, o nível da água aumenta consideravelmente, atingindo alturas de até 17 metros e arrastando grande quantidade de material ao seu passo.
Reivindicações e soluções propostas
As comissões vecinais reivindicam há mais de 10 anos a realização de obras para conter a água. Os moradores apontaram que necessitam de gabiões em lugar de muros de contenção tradicionais, argumentando que estes últimos, se não forem construídos adequadamente, não seriam suficientes para conter a altura que o arroio atinge durante as enchentes.
Após o transbordamento de maio, numerosos moradores de Roberto L. Petit foram deslocados para locais como Ypané ou Villa Elisa. A Prefeitura encaminhou o caso ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) para que esta instituição se encarregue da execução das construções necessárias.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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