Luzes diurnas para veículos novos e câmeras corporais para agentes? Senador propõe modernizar Lei de Trânsito
Projeto será apresentado no Congresso Nacional nesta quinta-feira com propostas de adequação tecnológica
A iniciativa, que será apresentada nesta quinta-feira no Congresso Nacional, contempla a possibilidade de que veículos novos circulem com luzes diurnas de circulação (DRL, pela sigla em inglês) que se acendem automaticamente ao ligar o motor, em substituição às luzes baixas durante o dia.
Segundo explicou Oviedo, a proposta surgiu a partir de inquietações levantadas pela cidadania e busca adequar a legislação a tecnologias que já incorporam os veículos modernos.
O legislador esclareceu que a obrigatoriedade de circular com luzes acesas se manterá. Em caso de não contar com a tecnologia de luzes diurnas, os condutores deverão acender as luzes baixas.
Oviedo afirmou que a equipe técnica que trabalhou na iniciativa reuniu informações internacionais para respaldar a proposta. Trabalha no projeto há um ano, mas comentou que apenas agora conta com a justificação técnica que menciona que a luz diurna com uma intensidade entre 400 e 800 candelas é suficiente para que o veículo seja visível.
Embora os automóveis possam incorporar luzes diurnas mediante intervenção de profissionais, o legislador não o recomenda porque os trabalhos exigiriam uma certificação do Instituto Nacional de Tecnologia, Normalização e Metrologia (INTN). Então, recomenda aos condutores utilizar luz baixa em caso de não contar com a nova tecnologia.
O projeto também aborda outros aspectos da legislação vigente; entre eles, mencionou as dificuldades que enfrentam pequenos empreendedores com as categorias de licenças de direção.
"Amigos que me diziam: tenho uma microempresa e não posso dirigir meu veículo pequeno com minha carteira particular porque a lei diz que não se pode", comentou.
O opositor acredita que é pouco provável sua aprovação no Senado, mas defende o debate a respeito e anunciou que haverá audiências públicas para debater sobre o tema.
"Não somos donos da verdade. É uma proposta. Vamos debater e, se estamos de acordo como sociedade de que tem que ser assim, assim será; se não, não", manifestou.
Outro dos pontos centrais da proposta é a incorporação de câmeras corporais para os agentes encarregados dos controles de trânsito.
"Debatemos sobre a incorporação de tecnologia, câmera corporal aos agentes de trânsito, para que te mostrem sua infração antes de lavrar ata", explicou.
Segundo o senador opositor, o objetivo é proporcionar maiores garantias tanto aos condutores quanto aos funcionários encarregados dos procedimentos. Nesse sentido, considera que o investimento necessário para implementar esta tecnologia seria reduzido em comparação com os benefícios que geraria.
A proposta também busca esclarecer aspectos da normativa atual relacionados com os testes toxicológicos, já que de acordo com José Oviedo, o texto vigente gerou interpretações ambíguas a respeito de quem deve se submeter a esses controles.
"A lei atual diz que todos devem fazer o teste toxicológico, mas o texto não está sendo bem interpretado e só se aplica a condutores de veículos automotores", assinalou.
A respeito disso, detalhou que os testes também devem ser aplicados a pedestres e ciclistas envolvidos em acidentes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.