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Paraguai

Líder indígena apresenta propostas para fortalecer a Defensoria do Povo

17/09/2026 20:45 3 min lectura 191 visualizações

Durante a audiência de postulantes para a Defensoria do Povo e Adjunto, realizada pela Comissão de Assuntos Constitucionais do Senado, apresentaram-se diversos expositores. Entre os participantes destacou-se o líder juvenil indígena da comunidade Guaná Eusebio Villanueva Domínguez, que enfatizou a importância de a instituição resguardar os direitos das comunidades indígenas e suas propriedades ancestrais.

Previamente à sua apresentação, membros de sua comunidade realizaram uma breve atuação artística. Posteriormente, o candidato expôs as principais ações que buscaria empreender caso fosse designado a qualquer um dos dois cargos.

Proteção preventiva de direitos

"Quero uma Defensoria que chegue antes de o dano ser irreversível", expressou Villanueva Domínguez. O postulante apontou a necessidade de dar maior acompanhamento às denúncias que provêm do setor indígena, muitas das quais estão vinculadas a atropelos contra suas propriedades ancestrais.

"É preciso verificar legalidade e garantir a proteção de territórios ancestrais", afirmou o candidato.

Antecedentes de conflitividade internacional

Villanueva Domínguez recordou que a falta de atenção às comunidades nativas gerou que o Paraguai enfrente demandas internacionais. Citou os casos de Sawhoyamaxa do Povo Enxet, Xákmok Kásek do Povo Sanapaná e Yakye Axa do Povo Enxet, todos levados à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Ressaltou a importância de o Estado utilizar as ferramentas legais disponíveis e evitar procedimentos que vulnerem os direitos dos povos indígenas, particularmente aqueles que implicam despejos acompanhados de violência.

Posicionamento a favor dos povos nativos

O candidato expressou seu compromisso de posicionar-se enfaticamente a favor das comunidades indígenas. "Minha posição será simples: nenhum despejo deve ser executado como se tratasse apenas de mover pessoas de um lugar. Quando se afeta uma comunidade indígena afeta-se também seu território, sua cultura e sua forma de vida. Então, a Defensoria deve estar presente para prevenir abusos e exigir soluções legais antes de o conflito culminar em violência", indicou.

Villanueva Domínguez apontou que a Defensoria atual conta com recursos limitados e enfatizou a necessidade de reforçar sua capacidade institucional para proteger os setores cujos direitos são vulnerados.

Avaliação do processo de seleção

O presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, senador Javier Zacarías Irún, expressou sua satisfação a respeito da qualidade dos postulantes. "As exposições que vêm se desenvolvendo duas por semana, nos dias segunda e quinta, apresentam ideias e visão sobre o que deve ser a Defensoria do Povo, conceitos que inclusive deveriam incorporar-se na Carta Orgânica da instituição", sustentou.

Irún informou que até aquele momento apresentaram-se 67 interessados em ocupar a Defensoria do Povo e seu cargo de Adjunto. Explicou que a audiência daquela quinta era a penúltima, concluindo a semana seguinte, segunda-feira 21 de Setembro, Dia da Primavera, com os últimos 14 postulantes de um total de 81 candidatos.

O senador reconheceu que a proteção de direitos humanos é fundamental em uma sociedade democrática e que quem se postula à Defensoria deve demonstrar compromisso genuíno com esta função.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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