Docentes levantam temporariamente medida de força e retomam atividades nas aulas
Retomada das atividades educativas
As organizações docentes OTEP-SN, OTEP-A, UNE e MAS-MP que mantinham a protesta levantaram temporariamente sua medida de força, permitindo o retorno às aulas. Blanca Ávalos, da OTEP-SN, explicou que a decisão permitirá continuar as negociações em duas frentes: com o Ministério da Educação e Ciências (MEC) para discutir a sobrecarga laboral, e com a Comissão Bicameral de Orçamento, para abordar os recursos destinados ao setor.
"Declaramos um quarto intermédio para continuar em dois âmbitos", apontou a dirigente, que confirmou que as aulas retomam no dia seguinte à decisão.
Antecedentes da mobilização
A medida ocorreu após a mobilização realizada pelos docentes que rejeitaram o acordo que contempla um reajuste de 5% em lugar dos 8% que sim assinaram outras organizações como a FEP. Durante a mobilização, aproximadamente 500 docentes participaram da marcha desde a praça Batalhón 40 até o Ministério da Economia e Finanças, na Mariscal López, reivindicando um ajuste salarial de 8%, maior orçamento e melhores condições para garantir uma educação gratuita e de qualidade.
No Alto Paraguai, Concepción e outros pontos registrou-se amplo acatamento da medida de força, inclusive com participação de docentes da FEP, organização que havia chegado a um acordo com o Governo.
Diferenças nas negociações
O bloco que manteve a protesta questionou o acordo que contempla um 5% de reajuste salarial acumulado para 2027. A diferença entre as organizações centrou-se em que os sindicatos que mantiveram a protesta consideram insuficiente concentrar a negociação unicamente no salário e reivindicam também recursos para infraestrutura, educação inclusiva, materiais e melhores condições laborais.
Enquanto isso, os sindicatos que assinaram o acordo foram a FEP, APE, ADP e Adofep. O documento contempla o reajuste salarial de 5% e outros compromissos, como uma mesa de trabalho para a carreira do educador e a revisão de programas educativos.
Impacto nas instituições educativas
Durante a jornada de protesta, vários estabelecimentos educativos da capital como o Asunción Escalada, Presidente Franco e o Colégio Nacional da Capital registraram suspensão de atividades. Com o quarto intermédio, os sindicatos que haviam iniciado a protesta retomam as aulas, mas mantêm abertas as negociações sobre suas reivindicações educativas e orçamentárias.
As organizações docentes que rejeitaram o acordo não assinaram nenhum documento com o Poder Executivo, mas apontaram que a abertura demonstrada pelo Ministério da Economia e Finanças permitiu chegar a um entendimento que facilita a continuidade dos diálogos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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