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Internacional

León XIV elimina cortes econômicos pós-pandemia que reduziam salários de cardeais

14/09/2026 22:45 3 min lectura 335 visualizações

León XIV assinou um motu próprio, documento papal, que foi publicado nesta segunda-feira pelo Vaticano, no qual se explica que as medidas de contenção salarial adotadas por Francisco em março de 2021 para enfrentar "o desafio excepcional da pandemia", agora podem ser consideradas superadas.

Assegura que se tem "a certeza de que as instituições da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano continuarão, com diversos instrumentos, em seu compromisso de garantir a sustentabilidade econômica".

Francisco havia determinado que devido à covid, que provocou importantes problemas nos cofres vaticanos, se rebaixava 10% o salário dos purpurados que trabalham no governo vaticano, 8% o dos chefes e secretários de dicastérios, e 3% o dos clérigos e religiosos.

Também se bloquearam os aumentos de remuneração por antiguidade para todos os empregados de nível 4 do escalonamento em diante até 2023.

Segundo lembrou o portal do Vaticano, Vatican news, deixam de ser aplicados os cortes de 10% aos cardeais e de 8% aos superiores dos níveis C e C1, ou seja, os dirigentes.

A redução de 3% para clérigos e religiosos já havia sido eliminada em junho de 2025.

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Igualmente, no documento de León XIV se especifica que não serão devolvidas as quantias descontadas nem se reconhecerão atrasos e tampouco se recuperarão os aumentos bienais por antiguidade suspensos entre 2021 e 2023 aos empregados.

Segundo se lia na decisão do papa argentino, a decisão papal foi motivada pelo "déficit que há vários anos marca a gestão econômica da Santa Sé" e sobretudo pela situação gerada pela pandemia, "que afetou negativamente todas as fontes de receitas da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano".

Nas últimas contas publicadas pelo Vaticano, relativas a 2024, se comunicou um superávit de 1,6 milhões de euros em 2024, frente ao déficit de 51,2 milhões registrado em 2023, graças, sobretudo, ao aumento das doações e aos melhores resultados financeiros.

O déficit estrutural, que não inclui os resultados financeiros, se reduziu quase 50%, ao passar de 83,5 milhões de euros em 2023 para 44,4 milhões em 2024.

Segundo o informe da Secretaria de Economia, se observa uma tendência claramente positiva nas contas da Santa Sé, embora "a plena sustentabilidade financeira seja um objetivo a longo prazo, já que a principal melhoria se produziu pelo aumento das doações".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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