Lei de Capitalidade: resultados em infraestrutura de Asunción
Uma antiga normativa que marcou um marco na gestão de recursos para Asunción volta a ser tema de discussão no debate público sobre desenvolvimento urbano. Trata-se da Lei de Capitalidade, uma iniciativa que conseguiu converter obrigações financeiras do Estado em investimentos concretos para a cidade.
A proposta nasceu de uma experiência comparativa com cidades europeias que contam com legislações especiais por sua condição de capitais nacionais. Durante o período legislativo 2003-2008, sob a administração de Nicanor Duarte Frutos, essa norma foi apresentada e aprovada, embora enfrentasse resistência inicial devido a considerações regionalistas no Congresso.
Resultados tangíveis em infraestrutura
O mecanismo permitia à Municipalidade de Asunción cobrar dívidas acumuladas por instituições estatais e destinar exclusivamente esses recursos a obras de infraestrutura urbana. Os resultados foram visíveis: intervenção da avenida Santa Teresa, reparação da avenida Espanha, melhorias no bairro Republicano e recuperação da rua Pozo Favorito, que previamente apresentava condições precárias.
O fundamento da lei reconhecia que Asunción, como sede dos poderes públicos, cumpre funções que transcendem as obrigações de uma municipalidade ordinária. Recebe diariamente cidadãos de todo o país, concentra dependências estatais e requer um trato especial do Estado nacional.
A revogação e suas consequências
Anos depois, a normativa foi revogada sem que se implementasse um mecanismo alternativo que a substituísse. Isso significou a perda de uma ferramenta efetiva para financiar projetos urbanos com recursos que já existiam como dívidas pendentes.
Atualmente, coloca-se a necessidade de recuperar e atualizar essa legislação. Os argumentos centram-se no fato de que o cobro de obrigações estatais não representa um gasto extraordinário, mas sim o cumprimento de compromissos preexistentes que poderiam destinar-se a infraestrutura, limpeza e melhoramento urbano.
A experiência da Lei de Capitalidade demonstra que existem mecanismos legais capazes de gerar impacto visível na cidade sem requerer orçamentos adicionais, simplesmente otimizando o cumprimento de obrigações financeiras já existentes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do EstateNews Paraguay.
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