La Piedad: Municipalidade de Assunção aprovou demolição de casa e vizinhos reclamam seus direitos
Moradores denunciam invasão e destruição de imóvel após autorização municipal emitida em tempo recorde
Uma pareja que convive na rua Manuela Vellozo quase Diagonal La Piedad denunciou recentemente que pessoas estranhas invadiram sua moradia e realizaram destruições, como o desabamento de um muro traseiro e o quebramento de uma porta.
Uma das moradoras do lugar, Mirian Ramírez, contou que este ingresso ocorreu no dia 2 de julho, logo após a Municipalidade de Assunção aprovar, em 29 de junho, a demolição da moradia, conforme uma resolução a qual pôde acessar.
"Eles invadiram a casa, derrubaram meu muro do fundo, quebraram a porta e um equipamento de demolição já tinham na rua esperando", contou por sua vez Juan José Godoy, companheiro de Mirian.
Este "ataque" repentino aparentemente contou com o respaldo de um documento oficial expedido em tempo recorde pela própria Municipalidade de Assunção. Trata-se de uma autorização de "demolição total de moradia unifamiliar" aprovada em 29 de junho de 2026.
Este documento, assinado pelo diretor de Obras Particulares, Nicolás Chaparro, e pelo chefe do Departamento de Aprovação de Plantas, Guido Duarte, teria dado luz verde à destruição da casa dos afetados.
Godoy garantiu que para tramitar a demolição do imóvel, recorreu-se a falsidades documentais que foram aprovadas pela Comuna sem verificações no terreno.
O morador apontou ainda que uma pessoa vinculada ao desenvolvimento imobiliário que se gesta na zona teria argumentado que a casa estava abandonada. "E com isso eles fizeram a solicitação (...), conseguiram praticamente levar até escrituração em tempo recorde, e se nota que ao mesmo tempo também já solicitaram, através de uma planta, uma permissão de demolição".
Mirian Ramírez, por sua vez, indicou inclusive que os expedientes do terreno teriam desaparecido dos arquivos da Municipalidade.
"Tenho todas as documentações da dona anterior (...). Ela nos deu o direito de posse na Municipalidade, que eles fizeram desaparecer tudo. Isso na Municipalidade já não existe", assinalou.
Apesar de ter iniciado os trâmites de regularização do terreno, Ramírez recordou que em 2025 se deparou com uma notificação da Comuna intimando-a a pagar por impostos e arrendamentos devidos. Informou que mais adiante, em uma reunião com uma autoridade da Assessoria Jurídica, foi indicado aos vizinhos que se não se pusessem em dia, os terrenos seriam vendidos ao melhor lanço.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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