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Kita Pena apresenta "110/220": evolução sonora mantendo a identidade

25/07/2026 05:00 3 min lectura 25 visualizações

Kita Pena volta a marcar presença com novidades sonoras. Nos últimos dias lançou "110/220", seu mais recente trabalho discográfico, um EP que consta de 4 canções e um interlúdio, do qual já se conheceu um avanço no final de 2025 que foi de alcance mundial.

A banda, com cerca de uma década e meia de vida, mantém-se vigente na produção e proposta, dialogando com novas sonoridades, apoiando-se um pouco mais nas letras e colocando o ritmo, o clima sonoro e o humor sempre como pilares de sua música. Este material, que é o sucessor oficial de "Casi nada de lo que nos enseñaron sirve para sonreír y otras fábulas" (2018), foi produzido por Marcelo Soler, mixado por Carlos Dentice e masterizado por María Triana Mastering.

A busca por novas energias

Andrés Selich, um dos vocalistas da banda, conversou sobre o lançamento e a busca que levou à materialização deste projeto, que amplia horizontes do grupo a partir de um território que lhe é próprio.

A respeito do nome "110/220" e do formato escolhido, Selich explicou:

"O nome aparece pela ideia de mudar de energia. Nos agradava essa imagem de poder nos conectarmos em lugares distintos, passar por outros climas, provar outras intensidades, mas seguir sendo a mesma corrente. Há canções que vêm de momentos distintos, algumas mais luminosas, outras mais introspectivas, mas todas convivem dentro de uma mesma busca. Sentíamos que não fazia falta esperar por ter um disco comprido para mostrar este momento".​

Identidade em evolução

Consultado sobre como a banda se apropria do novo sem perder sua identidade, o vocalista apontou que todos no grupo ouvem muita música e isso inevitavelmente se filtra em seu trabalho. "Nos agrada probar, brincar com climas distintos, ver até onde pode ir uma canção", afirmou.

Selich destacou que o fundamental é que as novas influências passem pela banda de maneira orgânica: "A chave está em que esse novo não entre como disfarce. Tem que passar pela banda, pela nossa forma de tocar, de cantar e de dizer. Aí recém se torna nosso".

Sobre os temores a respeito da identidade, refletiu:

"O medo de perder identidade pode aparecer, mas também seria estranho cuidar tanto uma forma que termine se tornando uma jaula. Para nós a identidade não é repetir sempre o mesmo, mas seguir nos reconhecendo ainda que mudemos de energia".​

Clima sonoro e propósito

O clima sonoro, o humor e as letras têm um papel muito destacado na proposta de Kita Pena. Selich explicou que primeiro aparece de maneira natural: "Há um temperamento da banda que sai bastante naturalmente: certa forma de olhar, de não se colocar solene, de misturar algo sensível com algo mais cotidiano".

Depois vem um trabalho consciente de refinamento: "Escutamos se esse clima sustenta a canção, se a letra entra nesse mundo, se algo sobra ou se se torna demasiado explicado. Às vezes uma canção precisa mais luz, outra precisa mais rareza, outra pede ser mais direta. Nos interessa que as canções tenham algo para dizer, mas que não percam corpo. Que não se tornem discurso. Que possam deixar uma ideia, mas também te mover um pouco".

Com "110/220", Kita Pena demonstra que a evolução e a experimentação são compatíveis com manter uma identidade artística sólida, oferecendo a seus seguidores um material que representa um momento de reconexão com suas próprias raízes musicais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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