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Política

Kattya González não voltará ao Senado, Corte rejeitou pedido

08/06/2026 17:30 3 min lectura 3 visualizações
Kattya González no volverá al Senado, Corte rechazó pedido

A Corte Suprema de Justiça rejeitou por maioria de votos a ação de inconstitucionalidade promovida pela ex-senadora Kattya González, considerando improcedente sua pretensão de se reincorporar à Câmara Alta após sua destituição.

Com uma maioria de 6 votos contra 3, os ministros da Corte sustentam a improcedência da ação proposta pela ex-senadora da oposição, que pretendia voltar a ocupar sua cadeira após sua perda de investidura em 2024, segundo publicou o jornalista Jorge Torres em suas redes sociais.

González fundamentou sua ação na suposta inobservância da maioria qualificada e das formalidades previstas na Resolução 429 do ano 2023, emitida pelo Senado, alegando que tais regras deveriam ter vigência no momento de seu julgamento por seus pares.

Por sua vez, o máximo tribunal de Justiça fundamentou sua rejeição argumentando que a referida resolução não se encontrava vigente quando foi realizado o julgamento de González. No voto majoritário ressaltou-se que o artigo 11 da própria normativa estabelecia que entraria em vigor no dia seguinte à sua aprovação, condição que invalidou o reclamo da ex-legisladora.

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📌 Votos em maioria de ministros da Corte (6-3) sustentam a improcedência na ação proposta pela ex-senadora Kattya González, que pretendia voltar a ocupar sua cadeira após sua perda de investidura.

A referida Resolução nº 429/2023 foi aprovada como primeiro ponto da "Ordem do dia", na mesma sessão em que se julgou a perda de investidura de Kattya González: 14 de fevereiro de 2024, fato que foi evidenciado pela própria acionante em seu escrito de demanda.

Por conseguinte, manifestam os ministros da Corte que a Resolução 429/2023 (que impunha a maioria absoluta de dois terços e regulava o procedimento de perda de investidura de um senador) começava a vigorar apenas no dia seguinte ao de sua aprovação, ou seja, 15 de fevereiro de 2024 e, portanto, não se encontrava vigente em 14 de fevereiro, data da sessão extraordinária do Senado, na qual foi julgada a ex-senadora Kattya González e, como questão prévia, na mesma sessão, foi aprovada a resolução 429.

Convém lembrar que a resolução nº 429/2023 exigia que a perda de investidura de um senador se desse com o voto de uma maioria qualificada: maioria absoluta de dois terços (30 senadores de 45, que é o total de senadores que integram a Câmara). A ex-senadora Kattya González se agravou ao ter sido expulsa com apenas o voto de 23 senadores.

Enquanto isso, a ex-senadora González alegou em todo momento que a resolução 429 já se encontrava vigente no momento de seu julgamento e que foi omitida por seus pares ao condená-la a perder sua investidura de legisladora.

Não se exigia maioria de dois terços

Além disso, os magistrados justificaram tecnicamente sua postura baseando-se nos princípios da Constituição Nacional e na precedência jurídica, concluindo de maneira unânime que não se exigia a maioria de dois terços invocada na demanda.

Também cumpre assinalar que ficou asentado nos votos em maioria dos ministros da Corte que a resolução 429 do Senado contraria disposições expressas da Constituição Nacional, motivo pelo qual não podia ter eficácia jurídica para modificar o procedimento de perda de investidura de um senador.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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