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Política

Kattya González acionará em agosto perante a CIDH por sua expulsão do Senado

14/07/2026 16:45 2 min lectura 20 visualizações

A opositora Kattya González explicou a Última Hora que, após a notificação da resolução da Corte Suprema de Justiça no passado 17 de junho, dispõe de um prazo de seis meses para formalizar a demanda perante a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) com a expectativa de que o caso seja transferido à Corte IDH, que tem a faculdade de condenar o Estado paraguaio por sua expulsão irregular da Câmara de Senadores.

A ex-senadora indicou que mantém conversações com pessoas vinculadas a organismos internacionais para definir o enfoque jurídico da demanda, levando em conta que um dos eixos será a violência digital.

Nesse sentido, afirmou que em paralelo ao operativo que resultou em sua perda de investidura, foi desplegada uma campanha para instalar nas redes sociais a consigna #FueraKattya.

"O operativo vai muito além de inventar uma causal, mas também de criar um ecossistema, através de um dinheiro que não é rastreável. Não sabemos se veio do próprio Governo, deste operativo, deste plano ou de onde saiu esse dinheiro e esse interesse para gerar e me apresentar como uma corrupta, porque essa era a intenção do famoso #FueraKattya", manifestou.

Segundo a opinião de González, o caso transcende sua situação pessoal e representa um risco para a democracia, levando em conta que a utilização de recursos econômicos para instalar campanhas de desprestígio poderia afetar a participação política e condicionar o debate público.

Igualmente, expressou sua preocupação com o avanço da violência digital na região e alertou que as principais vítimas costumam ser mulheres.

A este respeito, recordou sua participação em uma audiência pública na Guatemala perante a CIDH. A ex-senadora insistiu que este tipo de fatos não constituem casos isolados e considerou que o tratamento de sua demanda poderia contribuir a gerar precedentes sobre o impacto das campanhas coordenadas de desinformação e assédio contra mulheres que exercem cargos eletivos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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