Kattya dará sua versão hoje sobre seu caso perante a OEA
Ex-senadora participará de painel sobre violência política e digital contra mulheres durante assembleia geral em Panamá
A ex-senadora Kattya González foi convidada hoje a participar de um evento paralelo ao 56º período ordinário da Assembleia Geral da OEA, que se desenvolve em Panamá, onde integrará um painel sobre violência política e digital contra as mulheres.
O encontro reúne representantes de organismos regionais, delegações estatais e organizações de direitos humanos. O objetivo é analisar os desafios que enfrentam as mulheres na vida pública e fortalecer mecanismos regionais para prevenir e sancionar a violência política de gênero.
De acordo com a agenda oficial, González intervirá no bloco "Vozes e experiências de mulheres políticas", reservado para mulheres que enfrentaram situações de violência política ou digital.
Compartilhará o espaço com referentes da Guatemala, Panamá e Colômbia.
Na antessala de sua participação, a ex-senadora afirmou que seu caso transcende uma situação pessoal e constitui um sinal de alarma sobre o estado da democracia paraguaia.
González sustentou que as mulheres que exercem a política no Paraguai vivem "um exílio permanente em sua própria terra" e advertiu sobre o que considera um "renascimento claramente autoritário" no país.
Afirmou além disso que sua destituição não constitui um caso isolado, mas que faz parte de um "operativo ajustado" que, segundo disse, foi preparado cuidadosamente.
A ex-senadora sinalizou que a mensagem que pretende levar à comunidade internacional é que o ocorrido em nosso país transcende uma suposta injustiça individual e deve ser entendido como uma ameaça para a democracia e a participação política das mulheres.
"A mensagem que devemos reconhecer como sociedade e que se deve ouvir na região é que o que está acontecendo no Paraguai não se trata de uma injustiça pontual contra uma pessoa, mas parte de um operativo ajustado que se ensaiou e se colocou em marcha cuidadosamente", sinalizou.
A intervenção da ex-senadora se produzirá poucas semanas depois de que a Corte Suprema de Justiça (CSJ) ratificasse a legalidade de sua expulsão do Senado, uma decisão que a oposição e diversos organismos nacionais e internacionais questionam por considerarem que vulnerou garantias constitucionais e princípios democráticos.
De fato, a ex-parlamentar já afirmou que se encontra preparando uma demanda internacional perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) e escritórios paralelos da ONU.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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