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Política

Junta Municipal de Asunção rejeita o balanço orçamentário de 2025

10/05/2026 20:00 4 min lectura 0 visualizações
Junta Municipal de Asunción rechaza el balance presupuestario del 2025

Com 14 votos pela rejeição, nove a favor, e uma abstenção a Junta Municipal de Asunção rejeitou o balanço orçamentário de 2025 após o terceiro intento de debate, depois que duas sessões anteriores foram canceladas por falta de quórum.

Após o acalorado debate e finalmente a rejeição da prestação de contas correspondentes, o vereador Álvaro Grau questionou e mencionou várias supostas irregularidades, como por exemplo os USD 30 milhões a mais no item de salários, sendo que não houve orçamento destinado para obras que ficaram paradas durante meses.

"Uma rejeição ao balanço implica uma devolução para que possam responder às objeções da Junta Municipal. Vamos ver se é devolvida com a assinatura do auditor da Municipalidade de Asunção, vamos ver se remetem justamente tudo o que nós questionamos, como é que uma Municipalidade que está quebrada termina gastando, quais são os argumentos para que termine gastando USD 30 milhões a mais em salário quando não houve dinheiro para as obras que ficaram paradas durante tantos meses", expressou Grau.

Seguidamente sustentou que "é inseparável" a gestão de Nenecho com a de Bello, devido a que estão em um mesmo exercício fiscal e que evidentemente houve "maquiagens" dos balanços.

Leia mais: Este domingo encerra prazo para estudar balanço de Nenecho e Bello

"A ver se remetem quais são os argumentos jurídicos, porque não nos esqueçamos de que aqui é inseparável a gestão de Rodríguez com a de Bello, estão em um mesmo exercício fiscal, não se pode dissociar uma coisa da outra. Aí estão todas as irregularidades da sobreativação de peças de veículos que eu havia mencionado, as maquiagens aos balanços", manifestou.

Em outro ponto falou sobre a questão dos aposentados alegando que nesta mesma plenária, um dos diretores havia aceitado e consta na ata de que eles utilizavam o dinheiro dos aposentados dentro da conta única e as retenções que tinham que ser transferidas à caixa.

"Todas essas irregularidades, mais o desvio de fundo do dinheiro dos bônus, tudo isso é totalmente ilegal. Vamos ver se é que realmente eles podem argumentar juridicamente isso, se é que apresentam uma tentativa de que se possa de alguma maneira aprovar novamente aqui, ou se o intendente vai aceitar a rejeição e vai derivar isso diretamente à Controladoria", acrescentou.

Por sua vez, o vereador Humberto Blasco assinalou que a rejeição é consequência da má gestão e que o resultado nulo se viu refletido nos números.

"Tecnicamente não existe nenhum argumento legítimo que possa sustentar a aprovação, em nenhum clube de bairro um balanço assim pode ser aprovado. Aqui se insistiu em que se gerou uma boa gestão mas isso é insustentável. Nem pelos números nem pela evidência na cidade. Com obras inacabadas, com frente de trabalho aberto, com gente que cai nas valas que se abrem para os desenvolvimentos inconclusos", manifestou Blasco.

Finalmente, sustentou que não há forma de justificar de alguma maneira que isso tenha sido uma boa gestão. "A gestão administrativa, financeira e econômica é um desastre total. Embora insista que com os aposentados estão em dia devem muito aos bônus que não estão prestes a processar, aos contratistas que param todo seu serviço, aos segurados do IPS, à Diben e a um montão de credores", finalizou.

O balanço é composto pelo período de Nenecho, durante os meses da intervenção feita por Carlos Pereira e os últimos quatro meses do ano a cargo do atual intendente Luis Bello.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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