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Internacional

Irã rejeita negociações com Estados Unidos enquanto não cumprir suas condições

15/09/2026 11:15 3 min lectura 386 visualizações

Posição do Irã sobre negociações

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, rejeitou esta terça-feira qualquer diálogo com os Estados Unidos para encerrar a guerra enquanto não se cumprirem as condições estabelecidas por Teerã. Sua mensagem foi divulgada através de redes sociais como resposta às declarações do presidente Donald Trump, que se mostrou "aberto" a negociar.

"Não se deixem distrair pelos sinais contraditórios do presidente estadunidense, que alterna entre 'não há negociações' e 'estamos dispostos a dialogar' com o Irã. Não haverá negociação alguma enquanto não se cumprirem as condições do Irã", expressou Rezaei.

Teerã exige a Washington que ponha fim definitivo à guerra e a qualquer agressão contra o Irã e seus aliados na região, incluindo o grupo Hezbollah no Líbano. O regime iraniano reclama ainda o levantamento do bloqueio imposto a seus portos, uma indenização integral pelos danos causados pela guerra, o levantamento das sanções que afetam sua economia e o desbloqueio sem condições de seus ativos congelados no exterior.

Escassez de munições confirmada pelo Pentágono

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos reconheceu uma escassez de munições vinculada às operações na região, segundo um relatório publicado na segunda-feira. O informe do inspetor geral do Pentágono sobre a operação estadunidense contra o Irã aponta que "os gastos em munições durante a operação Fúria Épica provocaram uma escassez nos inventários estratégicos e revelaram gargalos nas indústrias responsáveis pela reposição das munições".

O governo estadunidense havia se abstido em grande medida de confirmar reportagens sobre esse tema durante os últimos meses. Quando reportagens indicaram em junho que os Estados Unidos estavam racionando o uso de seus mísseis interceptadores, o governo descartou a informação. O presidente Trump afirmou naquele momento que o país dispunha "de quantidades enormes de munições", e posteriormente escreveu que contava com "quantidades praticamente ilimitadas de munições".

Contudo, o relatório do Pentágono destaca as medidas adotadas para acelerar a produção de munições e aborda os impactos dessas limitações operacionais.

Danos reportados em infraestruturas e equipos militares

Segundo o informe do Pentágono, apesar do uso massivo de interceptadores, os ataques danificaram e destruíram centenas de edifícios e instalações em bases estadunidenses localizadas no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia.

O documento, que abrange os meses de abril a junho de 2026, enumera danos na frota de aparelhos: quatro F-15 destruídos, um F-35 danificado, sete aviões-tanque KC-135 danificados ou destruídos, e aproximadamente 30 drones de ataque MQ-9 Reaper destruídos, entre outros equipamentos.

O informe calcula em mais de 50 mil o número de militares estadunidenses envolvidos nas operações no Golfo, desencadeadas em 28 de fevereiro por ataques israelense-estadunidenses contra o Irã. As represálias subsequentes danificaram edifícios diplomáticos em quatro países: Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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