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Internacional

Irã diz que não quer mais guerra com EUA após repunte de ataques

31/08/2026 19:45 4 min lectura 33 visualizações

Irã atacou objetivos militares estadounidenses no Oriente Médio em represália pelos bombardeios dos Estados Unidos sobre uma ilha no estreito de Ormuz, no primeiro intercâmbio de fogo entre ambos os países em um mês.

Seis meses depois do início do conflito, Irã mantém um bloqueio sobre a estratégica passagem marítima e Washington persiste em um cerco contra portos iranianos.

Estados Unidos havia sugerido uma mudança em direção à pressão econômica em lugar da ação militar, mas no domingo atacou lançadores de foguetes iranianos na pequena ilha de Larak, para impedir que Irã colocasse mais minas marinas no estreito de Ormuz.

Irã respondeu esta segunda-feira com ataques contra a Jordânia e Emirados Árabes Unidos, que apontaram, segundo Teerã, contra forças estadounidenses. Porém, posteriormente, o presidente Pezeshkian defendeu o diálogo.

"Continuamos nos esforçando por encontrar um caminho de acordo e compreensão, e consideramos que continuar a guerra não está em nosso interesse nem no da região", declarou o presidente iraniano antes da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS) no Quirguistão.

"Acreditamos que a solução para os problemas existentes reside no diálogo e na compreensão, e que todas as capacidades devem ser mobilizadas para evitar a extensão da insegurança e do conflito", acrescentou, segundo um comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o presidente estadounidense, Donald Trump, advertiu que os bombardeios de Teerã não ficarão sem resposta.

"Vamos atingi-los com força", disse Trump, segundo um jornalista da Fox News que afirmou ter falado brevemente com ele.

Após o anúncio dos ataques, o preço do ouro negro subiu e o barril de Brent, referência internacional, ultrapassou os 90 dólares.

O ataque dos Estados Unidos contra Larak causou dois mortos e dois feridos, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.

Os influentes Guardiões da Revolução iraniana anunciaram que haviam respondido lançando mísseis balísticos contra duas bases aéreas militares estadounidenses na Jordânia, aliada de Washington, causando "danos graves".

O exército jordano disse que havia interceptado oito mísseis, sem precisar sua procedência.

Teerã também sinalizou esta segunda-feira que atacou pessoal militar estadounidense em uma base aérea nos Emirados Árabes Unidos utilizando "dezenas de drones", segundo a televisão estatal.

Emirados, por sua vez, garantiu ter "respondido" a um drone procedente do Irã.

Pode ler: Em meio a pressões dos EUA, Irã e Omã tratam a gestão do estreito de Ormuz e sua desminarização

Estes ataques ocorrem após semanas em que as hostilidades haviam perdido intensidade.

O governo Trump havia privilegiado a "guerra econômica" frente aos bombardeios sobre o Irã.

Porém, houve intercâmbios esporádicos de disparos na região, sobretudo no estreito de Ormuz e seus arredores.

Trump afirmou esta segunda-feira em sua plataforma Truth Social que Irã é "oficialmente uma nação falha".

"Não têm marinha, não têm força aérea, não têm moeda, não estão pagando seus soldados nem a polícia, a inflação está em 300% e seus líderes se encontram em um caos total e são incapazes de representar adequadamente o país", escreveu.

O estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde antes da guerra transitava um quinto das exportações mundiais de hidrocarbonetos, está bloqueado por Teerã, que ataca de forma esporádica os navios que tentam franqueá-lo.

Trump insiste em que seu país tem "controle total" do estreito de Ormuz e até o classificou como território dos Estados Unidos, depois que Washington anunciou na semana passada que havia terminado de despejar a passagem.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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