Irã aponta que conversas com EUA avançam mas acordo não é iminente
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano descarta assinatura rápida apesar de progressos nas negociações
Declarações de ambas as partes sobre o avanço das negociações
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que houve certo progresso nas conversas com os Estados Unidos, mas esclareceu que um acordo "não é iminente". Esta declaração ocorre após o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, sugerir que possivelmente poderia ser alcançado um acordo no curto prazo.
"É correto dizer que chegamos a uma conclusão sobre uma grande parte dos temas em discussão", expressou Baqai em Teerã. "Mas afirmar que isto significa que a assinatura de um acordo é iminente… ninguém pode fazer tal afirmação".
Conteúdo do memorando de entendimento proposto
O acordo em discussão supostamente inclui uma extensão do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz e um plano para novas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Segundo meios de comunicação estadunidenses, este acordo não seria um acerto final, mas deixaria algumas das questões mais complexas para serem negociadas posteriormente, incluindo o alcance e cronograma do levantamento de sanções contra o Irã, a liberação de fundos iranianos congelados e as exigências de Washington para que o Irã limite suas ambições nucleares.
Perspectivas do presidente Trump e sua equipe
Durante o fim de semana, o presidente Donald Trump sugeriu que as partes estavam próximas de um acordo, embora posteriormente tenha instruído os negociadores a "não se apressarem" para alcançá-lo. Por sua parte, Rubio manifestou: "Pensamos que talvez ontem à noite teríamos notícias. Talvez hoje".
Rubio também destacou os avanços sobre o Estreito de Ormuz, expressando: "Temos o que creio ser uma proposta bastante sólida sobre a mesa quanto à capacidade de reabrir o estreito". Esta via marítima é crucial para o comércio mundial, sendo a passagem por onde transita aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito globalmente.
Contexto das negociações
Segundo relatórios de inteligência estadunidenses, o líder supremo do Irã encontra-se em um local não revelado, o que dificulta a comunicação com seus enviados e desacelera o ritmo das conversas diplomáticas. Este fator tem sido considerado um dos obstáculos no processo negociador.
Reações nos mercados financeiros
Os preços do petróleo registraram quedas significativas e as bolsas asiáticas experimentaram altas na segunda-feira diante das expectativas de um possível acordo. Estes movimentos refletem a incidência que tem a situação geopolítica nos mercados globais.
Posições políticas nos Estados Unidos
O acordo proposto gerou divisões entre os republicanos, com alguns legisladores expressando ressalvas sobre seus termos. O senador Ted Cruz qualificou o acordo como "um erro desastroso", enquanto Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, manifestou preocupações sobre o impacto de um cessar-fogo de 60 dias. O senador Lindsey Graham, aliado próximo de Trump, também expressou cautela com respeito a qualquer acordo que deixasse o Irã como uma força dominante na região.
Trump respondeu às críticas apontando que "o acordo com o Irã será ou bem grande e significativo, ou não haverá acordo".
Perspectivas futuras
Mesmo no melhor dos cenários, é improvável que os efeitos de um acordo sejam vistos de maneira imediata. Analistas do setor marítimo apontam que poderiam passar vários meses antes que a indústria naval possa restabelecer completamente as cadeias de suprimento ao seu estado anterior à crise.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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