Irã adverte contra a passagem pelo estreito de Ormuz por rotas "não autorizadas"
"Há poucas horas, algumas autoridades anunciaram uma nova rota para a circulação de navios no estreito de Ormuz sem informar nem coordenar com a República Islâmica do Irã", indicou a Marinha do corpo militar de elite em comunicado recebido pela agência IRNA.
A Guarda indicou que usar essas rotas — que não identificou — é "inaceitável e sumamente perigoso", e insistiu na obrigatoriedade de obter permissão de Teerã.
"A coordenação com a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária para a passagem pelo estreito de Ormuz é obrigatória através do canal 16, e serão tomadas medidas contra os navios que descumprirem esta norma", acrescentou.
A Guarda Revolucionária não indicou a quais autoridades nem rotas se refere.
A República Islâmica anunciou a reabertura do tráfego marítimo pelo estratégico estreito de Ormuz como parte do memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos para encerrar a guerra, mas ao mesmo tempo mantém que os navios que queiram transitar pela passagem devem continuar informando à Guarda Revolucionária para obter permissão.
Omã anunciou na quarta-feira a habilitação de um "corredor marítimo temporário" para cruzar pelo estreito de Ormuz sem cobrar taxas, em coordenação com a Organização Marítima Internacional (OMI).
"Os navios que desejarem transitar pelo corredor devem coordenar com a OMI", indicou a agência oficial de notícias omani, ONA.
Ao mesmo tempo, a OMI anunciou na terça-feira um plano de evacuação de 11 mil marinheiros ainda retidos no estreito, após obter as garantias de segurança necessárias para a navegação pela zona em colaboração com os Estados Unidos, Irã, Omã e outros países do Golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz, uma passagem estratégica chave no comércio global, por onde antes do conflito transitava 20% do fluxo global de petróleo bruto, tem sido um dos pontos mais críticos no contexto bélico e permaneceu meses bloqueado, o que impactou de maneira direta no preço do petróleo e deixou em situação de vulnerabilidade cerca de 20 mil tripulantes de 2 mil barcos.
O tráfego através de Ormuz está se recuperando após a assinatura do acordo, com o tránsito de aproximadamente 31 navios por dia, segundo a Kpler, a plataforma que monitora o transporte marítimo mundial.
A cifra contrasta com a média diária de entre 100 e 120 barcos que passavam por este vital estreito antes de o conflito armado eclodir no passado 28 de fevereiro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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