IPS vincula funcionários em caso de venda ilegal de medicamentos em albergue
Doutora Cynthia Cardozo confirma existência de funcionários desleais na instituição
No Instituto de Previsión Social (IPS) desconfiam de uma rede de venda ilegal de medicamentos em seus próprios albergues e vinculam funcionários após denúncia do familiar de um paciente da previsional, motivo pelo qual se intervieram as instalações encontrando uma mesa com medicamentos, dinero em efetivo e receitas que deveriam ser cobertas pela farmácia oficial.
No procedimento encontraram fármacos vencidos e outros que haviam perdido a cadeia de frio, armazenados em caixas de papelão no chão.
A doutora Cynthia Cardozo, diretora de Apoio e Serviços do IPS, referiu-se nesta quarta-feira, em diálogo com Radio Monumental 1080 AM, ao caso que já deixou uma detida e que não é funcionária, mas uma pessoa que cobrava por assistir a um paciente internado e que se encontrava no albergue.
"Me chega uma foto da receita pelo WhatsApp, vamos com funcionários de Assessoria Legal, de Controle Interno e também com oficiais da Polícia e nos encontramos exatamente a mesma receita que me haviam passado em uma mesa da pessoa que estava ali, e nós lhe perguntamos se ela era responsável por tudo isso e nos disse que sim", sustentou em comunicação com Monumental.
A diretora indicou que a mulher detida afirmou que ela era responsável desses medicamentos que supostamente eram doações de familiares de pacientes que receberam alta ou faleceram.
Em outro ponto referiu que ditos medicamentos comercializados não são de uso controlado.
"Se isto houvesse sido um paciente que sai alta do IPS, esse tipo de medicamento não lhe estaríamos dando para levar para sua casa. Geralmente se lhe dá um mínimo estoque, por exemplo dos comprimidos, mas não são medicamentos de uso controlado, não são medicamentos para uso endovenoso, os anestésicos que tinham são de uso interno dentro de uma terapia intensiva para os anestesistas dentro de um quirófano que lhe estaríamos dando livremente como para que leve para sua casa", afirmou.
A mesma afirmou à radioemissora que "existem funcionários desleais no IPS".
"Temos que revisar nossos protocolos e demais, e também é evidente que continuamos tendo funcionários desleais, porque aqui não somente nos damos conta de que não somente lhe estão fazendo mal à instituição, mas sobretudo aos nossos pacientes", manifestou.
Além disso, apontou que se vendiam produtos de alto custo, como o antibiótico Meropenem, cujo valor ronda os G. 800.000.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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