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Paraguai

IPS permitiu operar sem contrato nem adjudicação empresa com denúncias

04/05/2026 07:45 3 min lectura 41 visualizações
IPS permitió operar sin contrato ni adjudicación a firma con denuncias

Sem contrato e inclusive antes de terminar o processo de adjudicação, o Instituto de Previsión Social (IPS) permitiu que uma empresa opere como adjudicada em licitação para a manutenção de elevadores por G. 3.500 milhões.

Em uma investigação a Direção Nacional de Contratações Públicas (DNCP) encontrou uma cadeia de irregularidades que remeteu à Controladoria Geral da República. O caso deve ser abordado pelo Conselho de Administração do IPS amanhã.

A empresa envolvida no processo é Renfe SA, representada por Andrea Carolina Aranda Duarte, segundo documentos da DNCP. A firma resultou beneficiada em três ocasiões consecutivas e conta com antecedentes de inabilitações durante os anos 2019 e 2020.

O documento da DNCP, de umas 31 páginas, sublinha que a firma adjudicada, Renfe SA, já se encontrava realizando trabalhos de manutenção preventiva nos elevadores do Hospital Central sem contar com um contrato formalmente assinado nem vigente dentro do sistema oficial de compras públicas.

Segundo a DNCP, essa situação vulnerou de forma direta o princípio de legalidade, já que nenhum serviço pode executar-se sem respaldo contratual válido dentro do regime de contratações públicas. Um cenário similar foi publicado em ÚH, com relação às máquinas de triagem, cuja licitação está suspensa; não obstante, um desses aparelhos se encontra instalado na Clínica 12 de Junho do IPS.

A investigação também concluiu que o IPS formalizou o Contrato Nº 135/2025, em 30 de abril de 2025, sustentado em uma resolução de adjudicação que posteriormente foi anulada pela própria DNCP após protestos promovidos por outras empresas participantes. Ao ficar sem efeito o ato administrativo que dava origem ao contrato, o vínculo perdeu fundamento jurídico e validade legal. Em termos práticos, tratou-se de um contrato sem base normativa firme.

Na sessão passada do Conselho do IPS, o novo presidente Isaías Fretes se despachou sobre as irregularidades. "Não consigo compreender como uma empresa com a oferta mais custosa pode ser adjudicada em repetidas ocasiões, especialmente se sua proprietária não conta com antecedentes claros de transparência. Este é o verdadeiro núcleo do problema, e deve resolver-se o quanto antes", expressou.

BOICOTE AO DENUNCIANTE. Na lista de irregularidades se pontualiza que a DNCP iniciou uma investigação sobre Renfe SA a partir de uma denúncia protegida; posteriormente se apresentou uma nota para desestimar essa denúncia por uma pessoa supostamente ligada ao primeiro denunciante, pelo que se fala também de uma suposta suplantação de identidade dentro do sistema de denúncias protegidas da DNCP.

Segundo consta na Resolução DNCP Nº 999/26, o fato foi reportado em 22 de dezembro de 2025 pelo denunciante anônimo legítimo do Caso Nº 221/25, que...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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