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Brasil-Paraguai

Inicia quarta fase do Ponte da Integração entre Brasil e Paraguai

Nova modalidade de circulação fronteriza gera manifestações de transportistas brasileiros

04/08/2026 09:00 3 min lectura 28 visualizações

Início de nova fase operativa

A implementação da quarta fase de ampliação do Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que une Foz de Iguaçu e Presidente Franco, se concretizou com a adoção de uma nova modalidade de circulação fronteriza. O dia foi marcado por manifestações de transportistas brasileiros que questionam as restrições vigentes para veículos de grande porte.

Manifestações na fronteira

A mobilização começou aproximadamente às 07:00 no lado brasileiro da fronteira, com a participação de representantes de organizações do setor transportista. Os manifestantes solicitam a habilitação do trânsito diurno para caminhões pesados, argumentando que as limitações atuais geram atrasos significativos na logística do comércio internacional entre ambos os países.

Embora os transportistas reconheçam como um avanço a liberação da passagem durante o dia para caminhões vazios de menor porte, consideram que a medida apresenta limitações porque os veículos de grande capacidade continuam restritos ao horário noturno.

Impacto na operação fronteriza

O administrador da Alfândega paraguaia, Alcides Brizuela, explicou que a situação obrigou a ativar um plano de contingência. Apontou que os caminhoneiros de grande porte em lastro protestaram pela passagem dos caminhoneiros de pequeno porte que iniciavam sua circulação diurna, o que fez com que também os caminhoneiros de pequeno porte do lado paraguaio se somassem às manifestações.

Diante do conflito registrado, resolveu-se que os caminhões de menor porte retornassem temporariamente à Ponte da Amizade até que haja garantia de circulação segura pela nova conexão.

Operativos no terreno

Ever Rodríguez, representante da Associação de Transportistas Internacionais de Cargas de Ciudad del Este, confirmou que aproximadamente 40 caminhões conseguiram passar pelo Ponte da Integração, embora tivessem de retornar devido às manifestações no lado brasileiro. Indicou que cerca de 150 caminhões estavam preparados para utilizar a nova modalidade e que a passagem se desenvolvia com normalidade nos controles aduanais paraguaios.

"Nos aproximamos da Ponte de Integração para cumprir o disposto pelas autoridades. A ordem era cruzar vazio em direção a Foz e voltar carregado pela Ponte da Amizade. Nós obedecemos, mas do outro lado havia manifestações e a Polícia de Foz não deu a garantia necessária para continuar", explicou Rodríguez.

Perspectivas e negociações

Desde a Direção Nacional de Transporte Internacional foi indicado que a situação será analisada pelas autoridades brasileiras e a Comissão Mista encarregada da operação da ponte. Os transportistas paraguaios esperam que as negociações permitam uma abertura mais ampla da nova infraestrutura e contribuam a descongestionar a fronteira.

Os transportistas brasileiros sustentam que as restrições atuais ao transporte pesado durante o dia geram inconvenientes operacionais e obrigam os condutores a permanecerem durante horas em zonas com infraestrutura limitada. Rodrigo Andrade de Souza, representante do Sindicato de Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Foz de Iguaçu, esclareceu que o protesto não está dirigido contra os transportistas paraguaios, mas contra as limitações de circulação vigentes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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