Inicia o caminho rumo às municipais de outubro
As eleições internas simultâneas que os partidos, movimentos e alianças políticas do domingo 7 de junho marcam o início da etapa decisiva rumo aos pleitos municipais do 4 de outubro.
Mais de 4,3 milhões de eleitores filiados a 32 partidos, 22 movimentos e 214 alianças estão habilitados a participar de uma jornada que definirá as candidaturas para as 263 intendências e as 2.832 bancas de conselheiros que serão renovadas para o período 2026-2031.
As mesas receptoras de votos funcionarão entre as 07:00 e as 16:00 em todo o país.
Embora se trate de eleições internas e não de pleitos gerais, a magnitude do operativo converte a convocação em um dos principais exercícios democráticos do ano.
A Justiça Eleitoral, que presta assistência logística às organizações políticas, mobilizará milhares de funcionários, integrantes de mesa, agentes eleitorais e efetivos de segurança para garantir o desenvolvimento da jornada e a posterior transmissão dos resultados preliminares.
A transparência do processo volta a situar-se no centro da atenção pública devido ao uso das máquinas de votação, tecnologia que será empregada pela segunda vez em uma eleição municipal.
O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral desplegará mais de 15.000 equipos em todo o território nacional e no exterior, além de centenas de máquinas destinadas à capacitação cidadã.
Desde a instituição sustentam que o sistema conta com múltiplos mecanismos de verificação, entre eles atas impressas, controles partidários, transmissão criptografada de dados e auditorias técnicas, ferramentas que, em teoria, permitem garantir a confiabilidade do sufrágio e agilizar a difusão de resultados.
Porém, o processo de contratação das máquinas esteve cercado de controvérsias. Diversos questionamentos apontaram à empresa fornecedora e ao procedimento licitatório utilizado para a locação dos equipos.
Apesar dessas observações e de pedidos de revisão formulados por distintos setores, a Direção Nacional de Contratações Públicas resolveu não suspender o processo, permitindo que a adjudicação prosseguisse e que o cronograma eleitoral se mantivesse sem modificações.
Às discussões sobre a contratação da tecnologia eleitoral somaram-se recentemente observações provenientes do âmbito internacional.
A Missão de Acompanhamento Eleitoral da União Europeia manifestou preocupação pela necessidade de fortalecer os mecanismos de controle sobre o financiamento de campanhas e reduzir os riscos de financiamento ilícito na atividade política.
Igualmente, apresentou recomendações orientadas a incrementar os níveis de transparência e supervisão eleitoral. As observações fazem parte do acompanhamento que o organismo europeu realiza após as eleições gerais de 2023.
Desde o TSJE responderam que as recomendações internacionais constituem insumos de análise e debate, embora sua implementação dependa das decisões que adotem as instituições paraguaias no marco da legislação vigente.
Nesse contexto, as internas do domingo não apenas definem candidaturas para outubro, mas também servirão como uma nova prova para a confiança pública nas regras, nos controles e nas instituições que administram o processo eleitoral.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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