Incêndio na Espanha é classificado como "o mais complexo" após devastar 29 mil hectares
O incêndio florestal declarado na quinta-feira a cerca de cem quilômetros ao norte de Madri, que já carbonizou 29 mil hectares, é "o mais complexo" de extinguir da história recente da Espanha, alertou nesta terça-feira o presidente regional de Castilla La Mancha. O fogo na província de Guadalajara, considerado como o mais importante do ano no país, preocupa seriamente as autoridades justamente quando começa nesta terça-feira uma nova onda de calor.
Na linha de frente do aquecimento global, a Espanha sofreu nos últimos anos ondas de calor cada vez mais prolongadas e frequentes, com temperaturas superiores a 40 °C, o que cria condições propícias para incêndios devastadores. O fogo em Guadalajara "obrigou o maior desdobramento (de bombeiros) da história da região", afirmou o presidente de Castilla La Mancha, Emiliano García Page, em declarações a jornalistas na zona do sinistro.
O incêndio é "o mais complexo dos que ocorreram nos últimos anos na Espanha", acrescentou. Até 600 bombeiros e "29 meios aéreos" combateram as chamas "simultaneamente", disse García Page. O presidente regional demonstrou um leve otimismo ao apontar que "começamos a ver a luz além da fumaça", mas advertiu que ainda não se pode dar a vitória por certa.
Segundo as autoridades, este incêndio é complexo porque se declarou em uma zona praticamente despovoada, árida e com muitos arbustos, o que facilitou sua rápida propagação.
Os serviços de extinção e prevenção de incêndios (Infocam) precisaram nesta terça-feira no X que o incêndio florestal já havia obrigado a evacuar 1.200 pessoas de 34 municípios dispersos nesta zona de Castilla La Mancha.
Os habitantes de outros quatorze municípios foram confinados, sem que no momento se tenham registrado vítimas.
Segundo García Page, os bombeiros "praticamente conseguiram deter o avanço" do fogo em direção à cidade de Sória (40 mil habitantes), na região vizinha de Castilla e León.
A Espanha já sofreu um dos incêndios florestais mais mortíferos de sua história recente, que eclodiu no sul da Andaluzia em 9 de julho, causando 13 mortos e devastando 7 mil hectares. "Estamos atravessando semanas especialmente complexas e o risco de incêndios continua sendo muito elevado", advertiu nesta terça-feira em coletiva de imprensa a porta-voz do Governo, Elma Saiz.
Fonte: AFP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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