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Sociedade

Impulsam o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e frutais em espaços urbanos

28/06/2026 02:15 3 min lectura 4 visualizações
Impulsan el cultivo de hortalizas, plantas medicinales y frutales en espacios urbanos

Uma alternativa para espaços reduzidos

Cultivar em pequenos espaços representa uma possibilidade acessível que frequentemente não se desenvolve por falta de conhecimento. Fechar essa lacuna é o objetivo dos técnicos do Centro de Conservação e Educação Ambiental (CCEA), que funciona no Jardim Botânico e Zoológico de Assunção.

Margarita López, chefe da Unidade do CCEA, aponta que é possível começar a cultivar alimentos próprios sem limitações. "Podemos cultivar em vasos em um apartamento, em um espaço de um metro quadrado em nossas casas, é fundamental recuperar essa cultura", explica a especialista.

Desde faz dois anos e meio, López trabalha junto a sua equipe no desenvolvimento de dois conceitos importantes para a agricultura urbana sustentável: uma horta agroecológica e um bosque comestível.

Produção agroecológica e plantas medicinais

No terreno do Botânico funciona uma horta agroecológica onde se produz de forma orgânica com o objetivo de demonstrar que é possível realizar cultivos livres de agrotóxicos em benefício da saúde. Em um espaço de 4 x 12 metros se desenvolvem hortaliças como alface, locote, rúcula, tomate, salsinha e kumanda yvyra'i, além de plantas aromáticas como hortelã, orégano e alecrim.

López enfatiza que a diversidade é essencial nesses espaços. "Entre as plantas, se há uma única variedade, é possível que lhe ataquem microrganismos, mas se há várias, entre elas se protegem, se cuidam", comenta. Essa combinação de espécies gera o que ela denomina "a riqueza de uma horta biodiversa".

Paralelamente, no viveiro medicinal se cultivam diversas espécies tradicionais utilizadas no consumo cotidiano da tereré e do mate, como cedrão-paraguaio, sálvia, arruda, erva-mate, hortelã, alecrim, jaguarete ka'a e outras variedades medicinais. Já se entregaram mudas a escolas, colégios, hortas urbanas e visitantes.

O bosque comestível

O projeto inclui um "bosque comestível" localizado no terreno do Botânico, composto por uma variedade de árvores frutais como toranja, limão, tangerina, goiaba, amora, ameixa-mexicana e chirimoia. Nesse espaço convivem macacos, tégus, papagaios e uma grande variedade de pássaros.

López destaca a importância de manter esse ecossistema o mais natural possível. "Não é composto por uma única espécie, mas por várias que se comunicam através das raízes e como temos animalzinhos soltos também serve para que eles se alimentem", explica. Essa estrutura contribui à conservação da biodiversidade local.

Perspectivas futuras

Embora o projeto ainda se encontre em fase de desenvolvimento e as entregas de mudas tenham um alcance limitado, López indica que existe um objetivo a médio prazo de ampliar a escala de distribuição. "Como não temos muito orçamento, dependemos das nossas capacidades, das mudas que uma vez que multiplicamos vamos expandindo para as pessoas, os bairros, etc.", aponta com relação à tarefa que desenvolvem no marco da gestão ambiental da Prefeitura de Assunção.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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