Comunidades indígenas do Baixo Chaco se mobilizam para exigir terras e estradas
Mobilizações em comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas
No marco do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto, comunidades integrantes da Coordinadora de Líderes e Lideresas do Baixo Chaco (CLIBCh) anunciaram uma mobilização para exigir ao Estado paraguaio o cumprimento de suas obrigações constitucionais e internacionais em matéria de direitos dos povos indígenas.
As manifestações se desenvolverão durante os dias 10 e 11 de agosto, com bloqueios de rotas em Pozo Colorado e outros pontos estratégicos do Departamento de Presidente Hayes, segundo confirmou Martín Rojas, presidente da organização.
Demanda de compra de terras para comunidade Tooshe Qaltaq
Um dos principais reclamos é a compra imediata de terras para a comunidade indígena Tooshe Qaltaq, do povo Qom, cujos integrantes aguardam uma solução a uma reivindicação que consideram histórica.
A CLIBCh solicita que o Orçamento Geral da Nação contemple os recursos necessários para a aquisição das terras destinadas a essa comunidade, de acordo com o expediente nº 1725/2004 do Instituto Paraguaio do Indígena (Indi).
Incremento de recursos para ampliação territorial
Como segundo ponto, as comunidades reclamam um incremento dos recursos públicos destinados à compra e ampliação de terras indígenas.
A organização busca que se avance na solução dos casos de Rodolfito, Makxwawaya, Yámockyaha-Espinillo, El Estribo, Xákmok Kásek e Keyeyhmagategma, comunidades que mantêm reivindicações territoriais pendentes. A coordinadora sustenta que a falta de respostas em matéria territorial continua afetando as comunidades.
Exigência de infraestrutura viária
O terceiro reclamo está direcionado ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). As comunidades exigem a execução urgente de obras de infraestrutura que permitam contar com estradas transitáveis durante todo o ano nas comunidades indígenas do Baixo Chaco.
A CLIBCh considera que as condições atuais das estradas dificultam o acesso das comunidades a serviços essenciais e limitam suas possibilidades de desenvolvimento. A organização enfatiza que sem vias de acesso adequadas é impossível o desenvolvimento, situação que poderia agravar-se com a chegada do fenômeno de El Niño, por isso se exigem tarefas de prevenção imediatas.
Objetivos da mobilização
A mobilização busca visibilizar os reclamos e exigir respostas concretas das instituições públicas responsáveis pelas políticas territoriais e de infraestrutura. Segundo a CLIBCh, as comunidades indígenas do Baixo Chaco continuam aguardando políticas públicas que atendam de maneira efetiva suas principais necessidades em matéria de terras, recursos e acesso viário.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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