Hugo Javier González se mantém estável no Hospital Nacional de Itauguá
Relatório médico do Hospital Nacional de Itauguá
O diretor do Hospital Nacional de Itauguá, Miguel Ferreira, ofereceu um informe durante a manhã de terça-feira sobre a situação clínica do ex-governador de Central Hugo Javier González, que foi submetido a uma intervenção cirúrgica para a colocação de um cateter dentro do cérebro.
De acordo com o médico, o estado de saúde de Hugo Javier González encontra-se sob vigilância contínua, realizando-se um monitoramento constante de seu quadro neurológico após o traumatismo registrado.
"Por sorte, hoje amanheceu igual, não piorou. O temos estável, continua intubado, sedado. O mais importante de tudo é que a pressão intracraneal não aumentou, está igual", manifestou Ferreira em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
Estado de lesões e achados clínicos
Com relação à presença de um afundamento do osso ocular, conforme foi mencionado em diversas versões, o diretor esclareceu que o paciente apresenta edema e hematomas importantes, mas não existe afundamento. "É um sinal muito positivo", expressou.
Em relação ao procedimento cirúrgico realizado, Ferreira explicou que foi aplicado o protocolo estabelecido para este tipo de lesões. A intervenção consistiu na instalação de um cateter PICC, um dispositivo que se introduz no cérebro até a metade para medir a pressão intracraneal e controlar a evolução do dano cerebral.
O diretor ressaltou que a estabilidade deste indicador é fundamental para evitar uma nova intervenção cirúrgica. "Se aumentar, significa que a lesão piorou e aí sim precisaria novamente de uma intervenção, mas até o momento tudo continua igual", assinalou.
Funcionamento de órgãos vitais
Ferreira destacou que o resto dos órgãos vitais funciona com normalidade e não requer suporte farmacológico adicional.
Análise sobre as causas do evento
Acerca das causas que originaram o quadro médico e o questionamento sobre um possível traumatismo por golpe ou um acidente cerebrovascular (ACV), o diretor indicou que "a forma de apresentação que ele teve é menos frequente em um ACV e é mais frequente em um paciente com trauma".
Entretanto, o médico não descarta completamente um acidente cerebrovascular, já que os pacientes com ACV podem perder o equilíbrio ao apresentar uma perda súbita de consciência, caírem e impactarem a cabeça contra um objeto.
Ferreira recomendou "estudar o ambiente onde ocorreu o fato" e "investigar como ocorreu" o episódio para determinar com maior precisão as causas. "A somatória disso é o que me vai ajudar a dizer que isso foi por tal ou qual motivo", frisou.
Antecedentes médicos e análises iniciais
O diretor desmentiu que o paciente tivesse diagnósticos anteriores de hipertensão ou diabetes nos registros fornecidos, indicando que como antecedentes médicos figura unicamente uma intervenção cirúrgica de coluna com anestesia raquidiana realizada anos atrás.
Entretanto, o registro do Hospital de Barrio Obrero anotou que Hugo Javier González ingressou naquele estabelecimento com cifras de pressão elevadas.
Ferreira confirmou que os exames sanguíneos iniciais não evidenciaram substâncias irregulares. "O que temos até o momento é tudo negativo, não há nada que nos indique algo disso, algum produto, algum medicamento, algo anormal dentro do sangue", sustentou.
O diretor precisou que nos estudos realizados foi identificado sangramento localizado na região neuronal, acima do tronco encefálico, além de lesão axonal difusa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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