Denunciam estado deplorável da área pediátrica de Urgências do Hospital Calle'i de San Lorenzo
Mãe relata falta de pessoal, infraestrutura danificada e risco à vida de crianças atendidas
A mãe, cuja identidade é omitida por temor a represálias, relatou a Última Hora que na noite desta quarta-feira foi à Área de Urgências Pediátricas do Hospital Calle'i de San Lorenzo para que sua filha de 8 anos fosse atendida, a qual apresentava um "choque anafilático por alergia".
No local foi atendida por uma médica e uma enfermera, que segundo ela atenderam muito bem sua filha, porém havia apenas uma enfermera prestando serviço para toda a guarda noturna com aproximadamente 60 pacientes.
A mulher mencionou que a enfermera nem sequer tinha uma auxiliar e que havia médicos residentes "que não sabiam trocar um soro, nem recarregar um volutrol".
"Ali havia complicações porque minha filha precisava receber certa quantidade de soro em volutrol, que é onde fica o soro grande que se recarrega, para que dentro se possa misturar com o medicamento. Em várias ocasiões o volutrol de minha filha terminava, precisava recarregar o soro ou colocá-lo em pausa e ninguém pode tocar no soro sem permissão da enfermera responsável porque há regras", expressou.
Manifestou que pediu à enfermera que colocasse seu soro em pausa porque já havia terminado todo o medicamento, pois senão o sangue subiria pela via.
"A enfermera não conseguia vir fazer isso porque não dava conta com tanta quantidade de crianças em urgências, pedia-se aos residentes e nem sabiam o que era um volutrol, não sabiam manejar nada, então com a autorização da enfermera eu me mexi um pouquinho para que não subisse sangue pela via, estando o médico em prática, para não haver problema. Havia outros pacientes cujo sangue subia pela via", acrescentou.
Além disso, denuncia que não havia camas disponíveis e as poucas que havia "estavam destruídas", as cadeiras também. "Você senta nas cadeiras e afunda no fundo, o apoio dos pés está todo quebrado, a madeira sai, as cadeiras de espera para os pacientes estão todas quebradas e a parte que está bem te raspa porque o ferro está todo levantado", referiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.