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Saúde

IPS volta a terceirizar serviços médicos em Caaguazú por G. 25.000 milhões

17/09/2026 22:45 3 min lectura 89 visualizações

O Conselho de Administração do Instituto de Previsión Social (IPS) autorizou, sob a nova administração de Derlis León, o chamado para uma nova licitação a fim de contratar serviços médicos tercerizados no Departamento de Caaguazú, por G. 25.000 milhões.

A decisão mantém o esquema de atendimento mediante sanatorios privados, que já havia gerado questionamentos dentro do próprio Conselho por seu impacto nas finanças do Fundo de Saúde.

A Resolução CA N° 068-001/2026, aprovada nesta quinta-feira 17 de setembro, autoriza a LPN N° 49/2026 "Contratação de serviços médicos tercerizados para o Departamento de Caaguazú", com ID Nº 488.289. O processo tem caráter plurianual e conta com disponibilidade orçamentária certificada pelo IPS.

O montante previsto para a nova contratação é de G. 25.000 milhões, segundo a análise de preços referenciais realizada pela Unidade Operativa de Contratações. O gasto corresponde ao objeto de despesa 275, destinado a serviços de primeiros socorros e tercerizados.

A nova licitação dá continuidade ao modelo de terceirização que o IPS já utiliza em Caaguazú. O antecedente imediato é a LPN N° 120/2025, ID 475415, denominada "Contratação de serviços médicos tercerizados em hospitais do Departamento de Caaguazú", que foi adjudicada por G. 25.000 milhões.

Em agosto passado, o Conselho havia aprovado uma adenda para prorrogar e ampliar os serviços contratados com a Asociación Civil Luz y Vida e o Sanatorio San Carlos, no marco daquela licitação. A terceirização foi defendida como um mecanismo para garantir as prestações e evitar que os segurados tivessem que se deslocar até Assunção.

Segundo os dados apresentados então pela Direção de Gestão Médica, os serviços tercerizados no quinto departamento beneficiam a cerca de 35.000 segurados.

Porém, o esquema também gerou um debate interno sobre em que medida deve recorrer o IPS a provedores privados em um contexto de restrições orçamentárias.

Durante o debate sobre a anterior ampliação contratual, integrantes do Conselho assinalaram que as derivações devem concentrar-se em prestações que realmente não possam ser absorvidas pelos hospitais da instituição.

A então conselheira Betina Albertini havia advertido sobre as restrições orçamentárias da instituição e questionado a continuidade de determinadas tercerizações. O então presidente do IPS, Isaías Fretes, também havia levantado que as prestações de menor complexidade deveriam resolver-se dentro da própria rede institucional quando houvesse capacidade para fazê-lo.

Nesse contexto, o Conselho havia levantado reforçar os controles sobre as derivações para evitar que consultas ou procedimentos que podem realizar-se em estabelecimentos do IPS gerassem gastos adicionais no setor privado.

A nova licitação, porém, mantém o esquema e reserva G. 25.000 milhões para a contratação de serviços médicos tercerizados em Caaguazú.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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