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Saúde

Hospital de Calle'i transborda de pacientes: faltam médicos e medicamentos

Unidade de saúde em San Lorenzo enfrenta superlotação e desabastecimento

02/06/2026 22:46 3 min lectura 20 visualizações
Hospital de Calle'i desborda de pacientes: Faltan médicos y medicamentos

O Hospital Geral de San Lorenzo, também conhecido como Materno Infantil ou simplesmente Calle'i, como já é costume, amanheceu saturado de pacientes que aguardam desde altas horas da madrugada por um turno para atendimento médico ou Laboratório.

A Redação de ÚH conversou com os pacientes que compartilharam sua odisseia para conseguir um turno aguardando longas horas. Tal é o caso de Ángela López, paciente e residente da cidade de San Lorenzo. "Vim bem cedo, por volta das seis da manhã e já passaram mais de três horas de espera e aqui estou, a uns cem lugares de conseguir um turno para o Laboratório. Quero fazer exames para a tireoide e na última vez não havia reativos; espero não voltar para casa de mãos vazias, foi muito sacrifício investir o dia todo aqui", indicou.

Não é apenas o Laboratório que apresenta faltantes, a Farmácia também. Os pacientes com diabetes confirmaram fehacientemente a situação de desabastecimento; tal é o caso de dona Tomasa Camacho, também sanlorenzana. "Há muitos faltantes, os que me afetam diretamente são a insulina, já que sou dependente, e atorvastatina. Faltam médicos e agora já venho para o turno tarde, tomara que não me vá de noite. Mas este Hospital precisa melhorar seu atendimento", reclamou enquanto aguardava um turno desde muito cedo da manhã.

A Redação também conversou com a diretora do nosocômio, a doutora pediatra Sofía Ramos, que há dez anos trabalha no hospital e há dez meses está à frente. "O Laboratório e a parte ambulatorial recebem umas quatrocentas amostras pela manhã. A gente chega muito tarde, de repente. E além disso temos os pacientes internados. Temos a sala de urgências, polivalentes, cirurgia, terapias, aos quais também devemos dar respostas", sustentou.

"Normalmente temos entre 700 e 800 amostras pela manhã nada mais. E à tarde já são outra quantidade de amostras, que são os internados que fazem os controles de rotina", indicou.

Consultada sobre os faltantes, referiu: "Estamos contando com reativos. Não sei como estão os outros hospitais, mas nós temos. Apenas estamos sobrecarregados pela quantidade de pacientes que vêm de outras cidades. Vêm de todo o Departamento Central, vêm de Ciudad del Este, vêm de Encarnación, vêm de Santa Ana. Estamos dando respostas a todo o país, na realidade. Vou te mostrar a estatística: não é somente San Lorenzo", sustentou.

Quanto à infraestrutura e recursos do nosocômio, Ramos apontou que depende dos serviços. "Na sala polivalente temos 12 camas; na sala de clínica médica, 12; em pediatria, 10; em terapias temos 4 neste momento; e na sala de cirurgia temos 6 camas".

Por outro lado, um tema que angustia os usuários do hospital é o referente ao atendimento, a que referiu: "Por turno, porque não me lembro bem da quantidade total de médicos que temos. Mas por turno, normalmente em Urgências temos 4 médicos. Em Pediatria temos 3, e em Cirurgia entre 2 e 3 cirurgiões por plantão, todos os dias. Com isso atendemos muitíssimos pacientes. A média de atendimento é de 250 a 280 por plantão em Urgências polivalentes nada mais. Em Pediatria, a mesma quantidade. E Cirurgia, entre 150 e 200 consultas", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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