Gustavo Alfaro: "Quando dão o Paraguai por morto é quando há mais medo para temer"
"Do que não tinha dúvida era da atitude dos jogadores para encarar o jogo (...) foram com determinação e uma coragem tremenda", indicou em coletiva de imprensa posterior ao jogo oferecida no Estádio da Baía de San Francisco, em Santa Clara.
Embora se tratasse de um jogo que se apresentava muito difícil e do qual "não havia amanhã" nem para o rival nem para o próprio time, já que o derrotado ficava eliminado da Copa do Mundo, Alfaro ressaltou a semana tão complicada dos jogadores para se imporem pela mínima hoje diante dos turcos.
Também quis demonstrar seu apoio a Miguel Almirón pela expulsão após tapar a boca para falar com o rival. "Foi um ato reflexo, às vezes acontece no calor da luta e das discussões", argumentou.
O técnico disse que Almirón se sentiu machucado pelo ocorrido, dada sua vasta experiência em campo.
"Não tenho nem ideia da punição, tomara que lhe deem o mínimo possível, e que não seja exemplar. Que se entenda o contexto do jogo", acrescentou.
O técnico acredita que com um cartão amarelo "teria sido suficiente" e considerou que há certos aspectos "que são punidos com rigor excessivo". "O medo que tenho é que o futebol perca sua essência", lamentou.
Com a expulsão de Almirón "perdemos um jogador muito importante, mostrava uma dor e reconhecimento muito forte", afirmou o selecionador.
Como técnico, Alfaro admitiu ter vivido "uma das noites mais emocionantes por todas as adversidades" e sentiu que os jogadores, com esta vitória, "recuperaram a fé e a confiança em si mesmos".
"Isto foi tudo dos jogadores, apesar de todas as complexidades conseguiram levar adiante", acrescentou.
Ainda assim, quis reclamar prudência, já que ainda resta muito do torneio. "Pode ser que percamos mais vezes do que ganhemos, mas a entrega nunca vai estar em discussão, é preciso defender estes jogadores", afirmou.
Pensando no último duelo ante a Austrália, adiantou que precisa de tempo para avaliar o sistema e os jogadores que podem funcionar para um encontro que será "muito físico e exigente".
"Agora não é que vamos fazer história, mas tomara que seja linda porque vimos atrás de uma ilusão que construímos com muito sentimento de pertencimento que os jogadores têm", sentenciou.
A vitória de hoje "foi muito linda e será lembrada por toda a vida", concluiu. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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